{"id":1188,"date":"2020-04-20T19:12:51","date_gmt":"2020-04-20T19:12:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/?p=1188"},"modified":"2020-04-20T19:12:51","modified_gmt":"2020-04-20T19:12:51","slug":"velha-ordem-a-cidadania-vertical-no-brasil-e-o-coronavirus","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/?p=1188","title":{"rendered":"VELHA ORDEM:  A cidadania vertical no Brasil e o coronav\u00edrus"},"content":{"rendered":"<p>Publicamos aqui no site do INCT\/INEAC o artigo\u00a0<strong>VELHA ORDEM:\u00a0 A cidadania vertical no Brasil e o coronav\u00edrus<\/strong> ,\u00a0 publicado no LE MONDE DIPLOMATIQUE BRASIL (\u00a0<a href=\"https:\/\/diplomatique.org.br\/a-cidadania-vertical-no-brasil-e-o-coronavirus\/\">https:\/\/diplomatique.org.br\/a-cidadania-vertical-no-brasil-e-o-coronavirus\/<\/a>) e escrito pelo pesquisador do\u00a0INCT-InEAC\/UFF\u00a0<b>Marcelo da Silveira Campos<\/b>\u00a0\u00e9 doutor em Sociologia pela USP, professor da UFGD e professor convidado da Faculdade de Medicina da USP. Confira abaixo .<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"header-content\">\n<h3>VELHA ORDEM<\/h3>\n<h1>A cidadania vertical no Brasil e o coronav\u00edrus<\/h1>\n<div class=\"category\"><a href=\"https:\/\/diplomatique.org.br\/acervo-online\/\">Acervo Online\u00a0<\/a>| Brasil<\/div>\n<div class=\"autor autor-white\">por\u00a0<strong>Marcelo da Silveira Campos<\/strong><\/div>\n<div class=\"date\">17 de Abril de 2020<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"d-inline-block w-100 text-center mb-5\">\u00a0<\/div>\n<div class=\"d-inline-block w-100 text-center mb-5\">\n<p>Isolamento parcial, ou vertical como vem sendo denominado, consiste essencialmente em retirar das rela\u00e7\u00f5es sociais somente os grupos mais suscet\u00edveis \u00e0 mortalidade pela Covid-19 como, por exemplo, as pessoas acima de 60 anos e portadores de condi\u00e7\u00f5es de risco como hipertens\u00e3o, diabetes, doen\u00e7as respirat\u00f3rias. A defesa do atual presidente Bolsonaro por essa medida, na base do discurso bolsonarista, toma como justificativa a \u201cvolta ao trabalho\u201d em massa. \u00c9 precisamente isso que fez insuflar as pequenas (ainda bem) carreatas em 12 de abril a favor da \u201cvolta ao trabalho\u201d ou ainda o encontro o \u201ccorpo a corpo\u201d do presidente, em Goi\u00e2nia, com alguns apoiadores um dia antes. Entretanto, em constantes reuni\u00f5es e pronunciamentos no Planalto, diga-se muitas vezes contr\u00e1rias \u00e0s diretrizes do pr\u00f3prio Ministro da Sa\u00fade\u00a0\u2013 demitido, ali\u00e1s, pela defesa do isolamento horizontal \u2013\u00a0e da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, as autoridades federais\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/poder\/2020\/03\/governo-bolsonaro-admite-a-estados-nao-ter-estudo-que-embase-isolamento-vertical.shtml\">admitem que n\u00e3o h\u00e1 qualquer estudo para justificar tal orienta\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0e que o pico da Covid (hoje com mais de 30 mil casos confirmados e oficialmente registrados) ser\u00e1 em maio. No dia 14, novamente, o presidente distorceu a declara\u00e7\u00e3o do diretor-geral da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS), Tedros Ghebreyesus, ao questionar a quarentena e dizer que ele est\u00e1 certo na condu\u00e7\u00e3o da crise.\u00a0<\/p>\n<p>Sabemos bem, diariamente desse contexto particular, lament\u00e1vel e muito espec\u00edfico do Brasil: o pa\u00eds deve ser um dos poucos mant\u00e9m um chefe de Estado dizendo para pessoas \u201cirem trabalhar\u201d concomitantemente com o n\u00famero de casos aumentando vertiginosamente dia ap\u00f3s dia . Entretanto, o que quero chamar a aten\u00e7\u00e3o para reflex\u00e3o \u00e9 que a ideia do isolamento vertical, contudo, n\u00e3o \u00e9 (nem nunca foi) nova no Brasil. Especialmente, quando n\u00f3s relacionamos essa proposta de isolamento ao que denomino neste texto como cidadania vertical no Brasil. Em termos sucintos, podemos dizer que a cidadania \u00e9 vertical no Brasil porque ela, desde sempre, \u00e9 uma cidadania fundamentalmente hierarquizada: os grupos privilegiados, que constituem uma pequena parcela da popula\u00e7\u00e3o, possuem a maioria dos recursos sociais, jur\u00eddicos, econ\u00f4micos e simb\u00f3licos para exercer a diferencia\u00e7\u00e3o e reproduzir a desigualdade no espa\u00e7o p\u00fablico e no espa\u00e7o privado; por outro lado, a maioria da popula\u00e7\u00e3o \u2013 as classes menos privilegiadas que comp\u00f5em fundamentalmente o mercado de trabalho dos servi\u00e7os dom\u00e9sticos, trabalhadores da ind\u00fastria de bens e servi\u00e7os, trabalhadores do mercado informal e os profissionais da sa\u00fade que atuam na ponta das redes de assist\u00eancia em sa\u00fade e social \u2013 n\u00e3o det\u00e9m os mesmos recursos sociais, jur\u00eddicos e econ\u00f4micos para exercer os direitos no espa\u00e7o p\u00fablico e privado, ou seja, para ser e exercer uma cidadania horizontal.\u00a0<\/p>\n<div class=\"google-auto-placed ap_container\">\u00a0<\/div>\n<p>Ora, como se sabe \u00e9 a composi\u00e7\u00e3o do nosso mercado de trabalho durante o s\u00e9culo XIX, constitu\u00eddo basicamente pela escravid\u00e3o massiva de negras e negros, que fez uma cidade como a do Rio de Janeiro ter aproximadamente 50% da popula\u00e7\u00e3o formada por escravos. \u00c9 do mesmo s\u00e9culo XIX que uma das primeiras obras consideradas sociol\u00f3gicas no pa\u00eds \u2013\u00a0<i>Os sert\u00f5es<\/i>\u00a0de Euclides da Cunha \u2013 descreve como, na rec\u00e9m-rep\u00fablica, a forma como Canudos atraiu centenas de nordestinos pobres despertando a ira dos grandes fazendeiros e da elite pol\u00edtica localista: morreram mais de 15 mil pessoas no pa\u00eds sendo a grande maioria, os pobres e pardos.\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<div class=\"google-auto-placed ap_container\">\u00a0<\/div>\n<p>Chamo a aten\u00e7\u00e3o para esses dois pontos porque, no meu entender, eles est\u00e3o articulados na rea\u00e7\u00e3o sociopol\u00edtica \u00e0 Covid-19; e constituem, hoje, o maior risco para o alastramento da doen\u00e7a em nosso territ\u00f3rio e um novo genoc\u00eddio da popula\u00e7\u00e3o pobre e perif\u00e9rica do pa\u00eds. Em outras palavras: a defesa pol\u00edtica do isolamento vertical (e os seus defensores) representam o maior risco \u00e0 nossa democracia, bem como, representam a continuidade e reprodu\u00e7\u00e3o do que proponho aqui como uma cidadania vertical.\u00a0<\/p>\n<p>Logo, como consequ\u00eancia, os trabalhadores das classes m\u00e9dias altas e altas continuar\u00e3o em seus isolamentos horizontais, trabalhando no chamado\u00a0<i>home office<\/i>, e tomando as medidas de n\u00e3o exposi\u00e7\u00e3o p\u00fablica necess\u00e1rias para todas e todos. Em contrapartida, o isolamento vertical atingir\u00e1 majoritariamente os moradores das periferias e favelas das grandes cidades brasileiras, os trabalhadores da sa\u00fade que dedicam suas vidas ao trabalho na ponta da sa\u00fade p\u00fablica e assist\u00eancia social, os empregados dom\u00e9sticos, os 12 milh\u00f5es de desempregados e, evidentemente, os encarcerados nas masmorras superlotadas de todos os nossos estados. Estes sim estar\u00e3o expondo \u2013 novamente, ali\u00e1s \u2013 suas vidas ao isolamento vertical. E, mais uma vez, retomar\u00e1 a cidadania vertical no pa\u00eds.\u00a0<\/p>\n<div class=\"google-auto-placed ap_container\">\u00a0<\/div>\n<p>Nas comunidades do Rio de Janeiro, por exemplo, pelo menos sete mortes (notificadas oficialmente) foram registradas em cinco favelas: Rocinha, Vig\u00e1rio Geral, Mar\u00e9, Manguinhos e Cidade de Deus. \u00c9 nesse contexto que agora ocorrem as medidas de \u201chigieniza\u00e7\u00e3o\u201d nas comunidades, novamente, onde s\u00e3o alvos privilegiados (como j\u00e1 os s\u00e3o cotidianamente nas opera\u00e7\u00f5es policiais e sistema prisional) as popula\u00e7\u00f5es e classes \u201cmais perigosas\u201d: corpos negros, pobres e perif\u00e9ricos. H\u00e1, nesse ponto, ainda uma associa\u00e7\u00e3o entre perigo e a \u201cvolta ao trabalho\u201d: se rearticula um discurso de \u201cisolamento\u201d para as comunidades e favelas \u2013 \u201c\u00e9 l\u00e1 que est\u00e1 o perigo\u201d \u2013 ao mesmo tempo que sabe-se que neste momento l\u00e1 est\u00e1 a maior dificuldade de acesso \u00e0 renda, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e posi\u00e7\u00e3o\u00a0<i>home office<\/i>\u00a0no mercado de trabalho. Que evidentemente ser\u00e1 desigualmente distribu\u00edda por ra\u00e7a, g\u00eanero e posi\u00e7\u00e3o social.\u00a0\u00a0<\/p>\n<div class=\"google-auto-placed ap_container\">\u00a0<\/div>\n<p>Os dados oficiais da pandemia divulgados nesta semana \u00e0 pedido da Coaliza\u00e7\u00e3o Negra por Direitos (e mais 150 entidades) revelam justamente, com base no \u00faltimo boletim epidemiol\u00f3gico, o que n\u00f3s sempre soubemos: o coronav\u00edrus \u00e9 muito mais letal entre n\u00f3s negros, como aponta Tay Cabral. O percentual de \u00f3bitos de negros e negras \u00e9 32,9% maior que o de pessoas negras hospitalizadas (23,1%). E o mais importante \u00e9 que 67% dos brasileiros negros dependem integralmente do SUS. Ou seja, n\u00e3o possuem recursos materiais, simb\u00f3licos e privados para o tratamento da Covid-19. O Cad\u00fanico (cadastro necess\u00e1rio para os acessos aos programas sociais e rendas m\u00ednimas) tem 71,5% de negros,\u00a0<a href=\"https:\/\/blogs.oglobo.globo.com\/ancelmo\/post\/quem-sao-os-brasileiros-inscritos-no-cadastro-unico-maioria-negra-feminina-e-com-renda-de-r-285-por-mes.html\">com renda m\u00e9dia de R$ 285 por m\u00eas<\/a>. Quando correlacionamos g\u00eanero, classe e ra\u00e7a no Brasil, iremos observar que 63% das casas chefiadas por mulheres negras est\u00e3o abaixo da linha da pobreza.\u00a0<\/p>\n<p>Lembre-se da \u201cdivis\u00e3o sexual do trabalho\u201d\u00a0relacionada \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o diferencial de homens e mulheres no mercado de trabalho e nas profiss\u00f5es associadas prioritariamente \u00e0 divis\u00e3o desigual do trabalho dom\u00e9stico entre os sexos. S\u00e3o desigualdades sistem\u00e1ticas e reproduzidas a partir de hierarquiza\u00e7\u00f5es associadas, especialmente, ao trabalho informal e \u00e0s trabalhadoras da sa\u00fade. O isolamento horizontal, logo, \u00e9 uma medida somente posta para os mais ricos e com capital cultural em todos os pa\u00edses do globo. Entretanto, a especificidade da cidadania vertical no Brasil \u00e9 que a defesa expl\u00edcita do isolamento vertical pode vir a ser enunciada pelo Poder Executivo porque para uma parcela da popula\u00e7\u00e3o brasileira o direito \u00e0 vida, \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 integridade f\u00edsica do corpo \u2013 os chamados direitos civis e sociais \u2013 s\u00f3 podem ser aceitos e legitimados para uma pequena parcela privilegiada. Que, evidentemente, estar\u00e1 menos exposta ao coronav\u00edrus.<\/p>\n<div class=\"google-auto-placed ap_container\">\u00a0<\/div>\n<p>Afinal de contas, essa \u00e9 a hist\u00f3ria de nossa composi\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho formal ap\u00f3s a escravid\u00e3o nos grandes centros urbanos. Essa tamb\u00e9m \u00e9 a nossa hist\u00f3ria \u2013 que s\u00f3 come\u00e7ou a mudar poucos anos atr\u00e1s \u2013 com a educa\u00e7\u00e3o superior, com os cursos de medicina e direito instaurados em poucas capitais para que voltado para as classes altas, compostas de homens brancos. Que constitu\u00edam, ao mesmo tempo, a elite pol\u00edtica, jur\u00eddica e econ\u00f4mica de nosso pa\u00eds. Ali\u00e1s, essa \u00e9 tamb\u00e9m a hist\u00f3ria dos nossos direitos humanos, onde, os presos oriundos das classes m\u00e9dias e altas intelectualizadas compunham as motiva\u00e7\u00f5es para as grandes campanhas para a defesa dos direitos humanos. Enquanto os chamados \u201cpresos comuns\u201d \u2013 vejam que apenas no Brasil essa express\u00e3o pode ser verbalizada \u2013 ocupavam e morriam nas masmorras brasileiras.<\/p>\n<p>Ora, a defesa do isolamento horizontal, portanto, igualmente distribu\u00eddo para os diferentes grupos, setores e classes sociais da popula\u00e7\u00e3o \u2013 com todos submetidos \u00e0 mesma medida de quarentena \u2013 \u00e9 algo mais do que necess\u00e1rio. \u00c9 uma afirma\u00e7\u00e3o de cidadania universalizante no Brasil.\u00a0<\/p>\n<div class=\"google-auto-placed ap_container\">\u00a0<\/div>\n<p>Mas infelizmente inconceb\u00edvel para boa parte dos setores privilegiados. Trocando em mi\u00fados como nos ensina a can\u00e7\u00e3o do Chico: o isolamento horizontal est\u00e1 relacionado fundamentalmente a uma concep\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica no espa\u00e7o social \u2013 p\u00fablico e privado \u2013 de exerc\u00edcio de uma cidadania plena (parafraseando Parsons no sempre necess\u00e1rio texto sobre a \u201cCidadania plena para um americano negro\u201d)\u00a0para todas e todos. O que em nossa hist\u00f3ria republicana continua a ser tarefa urgente a ser constru\u00edda e reconstru\u00edda cotidianamente: uma cidadania plena para os brasileiros, especialmente, para os negros e negras, os perif\u00e9ricos, as empregadas dom\u00e9sticas, as trabalhadoras da sa\u00fade que n\u00e3o querem mais nada de vertical. E sim horizontalidade.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>1\u00a0 HIRATA, Helena; KERGOAT, Dani\u00e8le. Novas configura\u00e7\u00f5es da divis\u00e3o sexual do trabalho. Cad. Pesqui.,\u00a0 S\u00e3o Paulo , v. 37, n. 132, p. 595-609, Dec. 2007.<\/p>\n<p>2 Parafraseando Parsons no sempre necess\u00e1rio texto sobre a cidadania plena, nos EUA, para os negros.\u00a0 PARSONS, Talcott. ([1965] 1993), \u201cCidadania plena para o americano negro? Um problema sociol\u00f3gico\u201d. Revista Brasileira de Ci\u00eancias Sociais, v. 8, n. 22, p. 32-61.<\/p>\n<p><b>Marcelo da Silveira Campos<\/b>\u00a0\u00e9 doutor em Sociologia pela USP, professor da UFGD e professor convidado da Faculdade de Medicina da USP. Pesquisador do INCT-InEAC\/UFF.\u00a0<\/p>\n<p>* Uma vers\u00e3o sucinta deste texto foi publicada no Boletim \u201cCientistas Sociais e o Coronav\u00edrus\u201d publicados em uma a\u00e7\u00e3o conjunta da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Sociais (Anpocs), a Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS), a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Antropologia (ABA), a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Ci\u00eancia Pol\u00edtica (ABCP) e a Associa\u00e7\u00e3o dos Cientistas Sociais da Religi\u00e3o do Mercosul (ACSRM).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1187\" src=\"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/0000000000000-marcelo-costa.jpeg\" alt=\"\" width=\"959\" height=\"1280\" srcset=\"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/0000000000000-marcelo-costa.jpeg 959w, http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/0000000000000-marcelo-costa-225x300.jpeg 225w, http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/0000000000000-marcelo-costa-767x1024.jpeg 767w, http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/0000000000000-marcelo-costa-768x1025.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 959px) 100vw, 959px\" \/><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicamos aqui no site do INCT\/INEAC o artigo\u00a0VELHA ORDEM:\u00a0 A cidadania vertical no Brasil e o coronav\u00edrus ,\u00a0 publicado no LE MONDE DIPLOMATIQUE BRASIL (\u00a0https:\/\/diplomatique.org.br\/a-cidadania-vertical-no-brasil-e-o-coronavirus\/) e escrito pelo pesquisador do\u00a0INCT-InEAC\/UFF\u00a0Marcelo da Silveira Campos\u00a0\u00e9 doutor em Sociologia pela USP, professor da UFGD e professor convidado da Faculdade de Medicina da USP. Confira abaixo . \u00a0 VELHA&hellip; <a class=\"more-link\" href=\"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/?p=1188\">Continuar lendo <span class=\"screen-reader-text\">VELHA ORDEM:  A cidadania vertical no Brasil e o coronav\u00edrus<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1187,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1188","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized","entry"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1188","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1188"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1188\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1187"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1188"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1188"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1188"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}