{"id":1234,"date":"2020-06-09T02:32:59","date_gmt":"2020-06-09T02:32:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/?p=1234"},"modified":"2020-06-09T02:32:59","modified_gmt":"2020-06-09T02:32:59","slug":"le-monde-diplomatique-brasil-pela-metade-a-lei-de-drogas-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/?p=1234","title":{"rendered":"LE MONDE diplomatique Brasil &#8211; PELA METADE: A LEI DE DROGAS NO BRASIL"},"content":{"rendered":"<p>LE MONDE Diplomatique Brasil\u00a0publicou,\u00a0na sua mais recente\u00a0edi\u00e7\u00e3o, de junho de 2020, resenha sobre o livro\u00a0<strong>PELA METADE: A LEI DE DROGAS NO BRASIL<\/strong>\u00a0(editora Annablume), do cientista pol\u00edtico e soci\u00f3logo\u00a0Marcelo da Silveira Campos, pesquisador vinculado ao INCT\/INEAC\u00a0 .<\/p>\n<p>Confira abaixo:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"page\" title=\"Page 38\">\n<div class=\"section\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>PELA METADE:<br \/> A LEI DE DROGAS NO BRASIL<\/p>\n<p> Marcelo da Silveira Campos, Annablume<\/p>\n<p>Em 2006 tivemos uma mudanc\u0327a substantiva na lei que operava as ordenac\u0327o\u0303es referentes a\u0300s substa\u0302ncias ili\u0301citas: era lanc\u0327ada a chamada Nova Lei de<\/p>\n<p>Drogas. A\u0300 primeira vista, ela mostrava, ao que pare- cia e tudo indicava, pontos positivos para o avanc\u0327o do debate das poli\u0301ticas pu\u0301blicas: a retirada da pena aflitiva de prisa\u0303o para o usua\u0301rio de drogas unida a\u0300 sua entrada no servic\u0327o de sau\u0301de como fundamental para o tratamento e a na\u0303o criminalizac\u0327a\u0303o desse mesmo usua\u0301rio. No entanto, para que tais propositivas fossem aceitas, houve de rebote o aumento da pena mi\u0301nima de tre\u0302s para cinco anos para o traficante. Se a intenc\u0327a\u0303o de na\u0303o apenar o usua\u0301rio e transforma\u0301-lo em questa\u0303o de sau\u0301de pu\u0301blica foi para diminuir o encarceramento em massa, em nu\u0301meros ja\u0301 expressivos e em constante crescimento, ela na\u0303o deveria deixar de criminalizar os que se envolvem com o mercado de psicoativos.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"page\" title=\"Page 38\">\n<div class=\"section\">\n<div class=\"layoutArea\">\n<div class=\"column\">\n<p>A maneira que encontraram de mostrar que a Lei n. 11.343, de 2006, tratava-se de uma nova ma- neira de administrac\u0327a\u0303o estatal da droga no Brasil foi expressar uma lo\u0301gica de menos punic\u0327a\u0303o e mais prevenc\u0327a\u0303o, dando destaque a um dispositivo dividi- do em duas metades: o me\u0301dico e o criminal. Essas duas partes se revelam durante o percurso do livro, o que chama a atenc\u0327a\u0303o em seu ti\u0301tulo: ha\u0301 uma poli\u0301ti- ca feita \u201cpela metade\u201d. A meta\u0301fora de um copo vazio de pra\u0301ticas me\u0301dicas e cheio de pra\u0301ticas punitivas demonstra o que se tornou a Lei de Drogas.<\/p>\n<p>O autor nos mostra que a Nova Lei de Drogas, na verdade, aumentou o encarceramento, e a po- pulac\u0327a\u0303o prisional presa por drogas passou de 13% para 30%. Se a ideia inicial era a preservac\u0327a\u0303o e prevenc\u0327a\u0303o de usua\u0301rios, apo\u0301s 2006 muitos deles fo- ram presos como traficantes, o que comprovou que, para o sistema de justic\u0327a, a diferenc\u0327a entre usua\u0301rio e traficante na\u0303o esta\u0301 relacionada a definic\u0327o\u0303es de mercado e varejo. A diferenciac\u0327a\u0303o de ambos se da\u0301 em func\u0327a\u0303o da classe social, escolaridade e origem social, isto e\u0301, se algue\u0301m for escolarizado, tiver uma profissa\u0303o e morar em algum bairro central de algu- ma metro\u0301pole, provavelmente na\u0303o sera\u0301 enquadrado como traficante.<\/p>\n<p>[Beatriz Branda\u0303o] Cientista social e jornalista. Doutora em Cie\u0302ncias Sociais pela PUC-Rio, po\u0301s- -doutoranda em Sociologia pela USP e pesquisa-dora do Ipea.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1233\" src=\"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/unnamed_9.jpg\" width=\"512\" height=\"512\" srcset=\"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/unnamed_9.jpg 512w, http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/unnamed_9-300x300.jpg 300w, http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/unnamed_9-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LE MONDE Diplomatique Brasil\u00a0publicou,\u00a0na sua mais recente\u00a0edi\u00e7\u00e3o, de junho de 2020, resenha sobre o livro\u00a0PELA METADE: A LEI DE DROGAS NO BRASIL\u00a0(editora Annablume), do cientista pol\u00edtico e soci\u00f3logo\u00a0Marcelo da Silveira Campos, pesquisador vinculado ao INCT\/INEAC\u00a0 . 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