{"id":1336,"date":"2020-10-14T17:00:19","date_gmt":"2020-10-14T17:00:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/?p=1336"},"modified":"2020-10-14T17:00:19","modified_gmt":"2020-10-14T17:00:19","slug":"seminario-policiamento-ostensivo-e-relacoes-raciais","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/?p=1336","title":{"rendered":"Semin\u00e1rio Policiamento Ostensivo e Rela\u00e7\u00f5es Raciais"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Policiais reconhecem exist\u00eancia do racismo, mas negam pr\u00e1tica discriminat\u00f3ria; n\u00fameros apontam que pessoas negras t\u00eam entre 3 e 7 vezes mais chance de sofrerem viol\u00eancia policial<\/strong><\/span><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Nos dias 21 e 22 de outubro ocorrer\u00e1 o Semin\u00e1rio Policiamento Ostensivo e Rela\u00e7\u00f5es Raciais, que divulga os resultados da pesquisa coordenada pela UFSCar, num projeto em rede, com o apoio do INCT-InEAC, feito nos estados de SP, MG, RS e DF. A pesquisa enfocou o modelo de policiamento ostensivo e seus impactos na produ\u00e7\u00e3o da desigualdade racial na seguran\u00e7a p\u00fablica. A pesquisa foi financiada com recursos do CNPq.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Foram analisados dados quantitativos de pris\u00f5es em flagrante e letalidade policial por cor\/ra\u00e7a. Foram feitas entrevistas em profundidade com policiais militares sobre o tema pol\u00edcia e racismo, permitindo conhecer o que policiais brancos e negros, oficiais e pra\u00e7as, pensam sobre o tema. O semin\u00e1rio contar\u00e1 com a exposi\u00e7\u00e3o de pesquisadores e o coment\u00e1rio de policiais sobre os resultados encontrados. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Os resultados apontam que pessoas negras sofrem de 3 a 7 vezes mais puni\u00e7\u00f5es do que as pessoas brancas. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Os policiais associam pessoas negras a atitudes \u201csuspeitas\u201d. A propor\u00e7\u00e3o de pris\u00f5es em flagrante de pessoas negras em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s brancas chega a ser at\u00e9 quatro vezes maior (ponderando o n\u00famero de brancos e negros na popula\u00e7\u00e3o). As pessoas negras s\u00e3o alvo mais frequente de uso letal da for\u00e7a. A depender do ano e do distrito, a chance matem\u00e1tica de uma pessoa negra ser morta pela pol\u00edcia \u00e9 de 3 a 7 vezes maior do que a chance de um branco receber o mesmo tratamento. Esse quadro foi obtido por meio de dados oficiais de S\u00e3o Paulo e Minas Gerais, pois a defici\u00eancia das estat\u00edsticas dificulta fazer o acompanhamento em todos os estados.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Os policiais explicam que seu trabalho \u00e9 baseado na busca ativa de atitudes suspeitas, que a grande maioria dos policiais descreve como sendo caracter\u00edsticas corporais, de vestimenta, de gestual, de modo de andar e olhar, e at\u00e9 de cortar o cabelo. Dessa forma, n\u00e3o s\u00e3o atitudes impessoais que eles procuram, mas tipos f\u00edsicos estigmatizados, estere\u00f3tipos sobre o corpo e caracter\u00edsticas culturais forjadas pelo racismo. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">As institui\u00e7\u00f5es negam a exist\u00eancia de evid\u00eancias de discrimina\u00e7\u00e3o racial na atua\u00e7\u00e3o policial, o que dificulta discutir solu\u00e7\u00f5es para reverter o quadro e melhorar as t\u00e9cnicas de trabalho policial. Os cursos preparat\u00f3rios n\u00e3o discutem diretamente os efeitos perversos do uso da for\u00e7a letal ou da filtragem racial, que v\u00e3o desde o constrangimento sist\u00eamico das pessoas negras em sua liberdade de ir e vir, \u00e0 experi\u00eancia de ser v\u00edtima da brutalidade policial; da desconfian\u00e7a sistem\u00e1tica na rela\u00e7\u00e3o pol\u00edcia-sociedade, at\u00e9 a impunidade de pessoas brancas que cometem crimes sem se tornarem alvo da vigil\u00e2ncia das guarni\u00e7\u00f5es. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">As pol\u00edcias n\u00e3o ensinam outros m\u00e9todos de como fazer o trabalho preventivo sem que os policiais tenham que usar o olhar sobre o corpo como \u00fanica base de sua decis\u00e3o de intervir. Mesmo a tecnologia de informa\u00e7\u00e3o empregada na a\u00e7\u00e3o policial est\u00e1 baseada em identificar corpos e rostos suspeitos e destac\u00e1-los da multid\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Os policiais negros ouvidos pela pesquisa sabem que o m\u00e9todo \u00e9 discriminat\u00f3rio e violento. Alguns sentem receio de serem abordados por colegas quando est\u00e3o a paisana ou dirigindo seus carros particulares. Os policiais tamb\u00e9m afirmam o orgulho de participar de uma corpora\u00e7\u00e3o que emprega profissionais negros e favorece sua ascens\u00e3o social, por meio do concurso p\u00fablico. A maioria dos policiais admite que exista racismo na sociedade brasileira, mas nega que a pol\u00edcia seja parte do problema e, portanto, que possa fazer parte da solu\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Servi\u00e7o: Semin\u00e1rio Policiamento Ostensivo e Rela\u00e7\u00f5es Raciais <\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Dias: 21 e 22 de outubro de 2020, \u00e0s 16 horas <\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Meio: Canal do Youtube do InEAC <\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">Contato: Jacqueline Sinhoretto (Professora do Depto de Sociologia da UFSCar): (11) 99707- 5187 ; <a href=\"mailto:jacsin@ufscar.br\">jacsin@ufscar.br<\/a><\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Relat\u00f3rio completo da pesquisa dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.gevac.ufscar.br\/policiamentoostensivo-e-relacoes-raciais-relatorio-de-pesquisa\/\">http:\/\/www.gevac.ufscar.br\/policiamentoostensivo-e-relacoes-raciais-relatorio-de-pesquisa\/<\/a><br \/>No dia 21 de outubro ser\u00e1 divulgado o sum\u00e1rio executivo, com os principais achados da pesquisa, no link acima. <\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Programa\u00e7\u00e3o do semin\u00e1rio:<\/strong> <br \/>MESA I \u2013 POLICIAMENTO OSTENSIVO E FILTRAGEM RACIAL (21\/10, 16h) <br \/>Eduardo Batitucci (FJP\/InEAC) <br \/>Henrique Macedo (UFSCar\/InEAC) <br \/>Gilvan Gomes da Silva (UnB\/PMDF) <br \/>Juliana Leme (UFF\/PMMG) <br \/>Media\u00e7\u00e3o: Jacqueline Sinhoretto (UFSCar\/InEAC) <\/p>\n<p>MESA II \u2013 POLICIAIS E DESIGUALDADES RACIAIS (22\/10, 16h) <br \/>Hayd\u00e9e Caruso (UnB\/InEAC) <br \/>Felipe Zilli (FJP\/InEAC) <br \/>Luiza Dutra (PUCRS\/InEAC) <br \/>Major Albuquerque (BM-RS) <br \/>Media\u00e7\u00e3o: Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo (PUCRS\/InEAC)<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1334\" src=\"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/WhatsApp_Image_20201008_at_101509.jpeg\" width=\"940\" height=\"788\" srcset=\"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/WhatsApp_Image_20201008_at_101509.jpeg 940w, http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/WhatsApp_Image_20201008_at_101509-300x251.jpeg 300w, http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/WhatsApp_Image_20201008_at_101509-768x644.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 940px) 100vw, 940px\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1335\" src=\"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/WhatsApp_Image_20201008_at_1015091.jpeg\" width=\"940\" height=\"788\" srcset=\"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/WhatsApp_Image_20201008_at_1015091.jpeg 940w, http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/WhatsApp_Image_20201008_at_1015091-300x251.jpeg 300w, http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/WhatsApp_Image_20201008_at_1015091-768x644.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 940px) 100vw, 940px\" \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Policiais reconhecem exist\u00eancia do racismo, mas negam pr\u00e1tica discriminat\u00f3ria; 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