{"id":1531,"date":"2021-05-10T21:56:15","date_gmt":"2021-05-10T21:56:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/?p=1531"},"modified":"2021-05-10T21:56:15","modified_gmt":"2021-05-10T21:56:15","slug":"sobre-tempo-e-espaco-em-tempos-de-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/?p=1531","title":{"rendered":"Sobre Tempo e Espa\u00e7o em tempos de pandemia"},"content":{"rendered":"<div class=\"x_gmail_default\">\n<p class=\"x_gmail-post__content--title\">Reproduzimos aqui o artigo &#8220;Sobre Tempo e Espa\u00e7o em tempos de pandemia,&#8221; escrito pelo\u00a0antrop\u00f3logo Ronaldo Lob\u00e3o (UFF &#8211; INCT\/INEAC) e publicado no Blog Ci\u00eancia e Matem\u00e1tica do O GLOBO, no endere\u00e7o <a href=\"https:\/\/blogs.oglobo.globo.com\/ciencia-matematica\/post\/sobre-tempo-e-espaco-em-tempos-de-pandemia.html\">https:\/\/blogs.oglobo.globo.com\/ciencia-matematica\/post\/sobre-tempo-e-espaco-em-tempos-de-pandemia.html<\/a>.\u00a0<\/p>\n<p class=\"x_gmail-post__content--title\">Confira abaixo o artigo.<\/p>\n<h1 class=\"x_gmail-post__content--title\">\u00a0<\/h1>\n<h1 class=\"x_gmail-post__content--title\">Sobre Tempo e Espa\u00e7o em tempos de pandemia<\/h1>\n<p>10\/05\/2021 \u2022 11:15<\/p>\n<p align=\"LEFT\">Ronaldo Lob\u00e3o<\/p>\n<p align=\"LEFT\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"LEFT\">Para come\u00e7ar, quero dizer que penso ser imposs\u00edvel generalizar as experi\u00eancias das pessoas durante a quarentena. Como antrop\u00f3logo, preciso da experi\u00eancia emp\u00edrica para olhar, preciso da intera\u00e7\u00e3o com as pessoas para ouvir, de um certo distanciamento temporal para refletir sobre elas\u00a0 de forma adequada. Tais atos cognitivos n\u00e3o devem ser confundidos com a a\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os dos sentidos correlatos, a vis\u00e3o e a audi\u00e7\u00e3o, conforme nos ensinou Roberto Cardoso de Oliveira. Tenho certeza de que, em isolamento social, olhar e ouvir s\u00e3o imposs\u00edveis!<\/p>\n<p>Mas posso, a partir de alguma teoria e de minha experi\u00eancia pessoal, especular sobre algumas mudan\u00e7as nas rela\u00e7\u00f5es das pessoas com o tempo e com o espa\u00e7o durante a quarentena, e tamb\u00e9m na perspectiva de um rearranjo das condi\u00e7\u00f5es de trabalho que est\u00e3o sendo chamadas de o \u201cnovo normal\u201d.<\/p>\n<p>Santo Agostinho registrou sobre o Tempo a seguinte confiss\u00e3o: \u201cSe ningu\u00e9m me pergunta, eu o sei; mas se me perguntam, e quero explicar, n\u00e3o sei mais nada\u201d. Immanuel Kant resolveu este dilema de forma simples, Tempo e Espa\u00e7o seriam categorias inatas do pensamento. N\u00e3o necessitariam de defini\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um ge\u00f3grafo sino-americano, Y-Fu-Tuan, formulou ideias interessantes para os conhecer. A percep\u00e7\u00e3o do Tempo seria informada pelas mudan\u00e7as em nosso estado interior. De alegre a triste; de atento a desatento; tenso ou calmo. Na sociedade moderna, temos o rel\u00f3gio para assinalar os intervalos entre estes estados. Mas Marshall Sahlins mostrou que a experi\u00eancia do Tempo muda conforme nossas emo\u00e7\u00f5es. Se estamos alegres o Tempo passa vertiginosamente. Se estamos tristes o Tempo parece n\u00e3o \u201cpassar\u201d. H\u00e1 um desacordo com o rel\u00f3gio!<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m segundo Tuan, o Espa\u00e7o nos \u00e9 informado por nossos \u00f3rg\u00e3os dos sentidos, sejam a vis\u00e3o, a audi\u00e7\u00e3o, o tato e, eventualmente, o olfato. Aprendemos a medir a dist\u00e2ncia desde beb\u00eas atrav\u00e9s destes sentidos.<\/p>\n<p>J\u00e1 a sensa\u00e7\u00e3o do movimento seria o resultado de uma rela\u00e7\u00e3o entre o Tempo e o Espa\u00e7o, tal como a F\u00edsica mede a velocidade. O Espa\u00e7o pode ser o resultado da experi\u00eancia de nosso movimento em um dado per\u00edodo de Tempo, n\u00e3o?<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil pensar que, na situa\u00e7\u00e3o de isolamento social em que vivemos, confinados em um mesmo espa\u00e7o e restringidos em nossas possibilidades de movimento, temos uma percep\u00e7\u00e3o de Tempo e Espa\u00e7o distorcida em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 experi\u00eancia que tivemos at\u00e9 aqui.<\/p>\n<p>Roberto DaMatta sugeriu duas distin\u00e7\u00f5es que penso serem interessantes para ajudar a compreender o papel da dimens\u00e3o emocional durante a pandemia atual. De um lado temos a diferen\u00e7a entre a Casa e a Rua. De outro temos as categorias sociol\u00f3gicas da Pessoa e do Indiv\u00edduo.<\/p>\n<p>Fazendo algumas adapta\u00e7\u00f5es entre o pensamento desse autor, posso sugerir que a Casa seria o lugar da seguran\u00e7a, das rela\u00e7\u00f5es pessoais, dos afetos. A Rua representaria o Espa\u00e7o do risco, das regras impessoais, dos interesses individuais. Encontros duradouros fora de casa, sejam na rua, sejam no trabalho, t\u00eam o potencial de ampliar os lugares nos quais nos sentimos seguros, pois temos autonomia em decidir como nos comportar, podemos nos abrir afetivamente.<\/p>\n<p>No ambiente da Casa estamos limitados \u00e0s nossas experi\u00eancias pret\u00e9ritas para reconstruir emo\u00e7\u00f5es e sensa\u00e7\u00f5es do que assistimos na tela de um computador, smartphone, tablet. Quem n\u00e3o assistiu a um show musical ao vivo n\u00e3o conseguir\u00e1 rememorar as mesmas emo\u00e7\u00f5es ao assistir a um show no YouTube. Assim, vivemos em um ciclo repetitivo de nossas experi\u00eancias pret\u00e9ritas, limitado por excel\u00eancia, e que\u00a0 penso que em breve poder\u00e1 trazer graves consequ\u00eancias, principalmente se for considerado um \u201cnovo normal\u201d&#8230;<\/p>\n<p>Por\u00e9m n\u00e3o penso que a forma como estamos vivendo seja nem \u201cnova\u201d, nem \u201cnormal\u201d. Avalio que h\u00e1 implica\u00e7\u00f5es nas restri\u00e7\u00f5es impostas pelo isolamento social que n\u00e3o afloraram mais claramente, pois temos um inimigo maior, que \u00e9 o v\u00edrus, contra o qual acionamos todas nossas defesas. Mas ainda assim \u00e9 poss\u00edvel fazer algumas ila\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Por exemplo, na esfera da Casa sou uma pessoa que se relaciona com as pessoas da fam\u00edlia e os lugares de uma determinada forma. Posso ser afetivo, controlador, bagunceiro, ego\u00edsta, etc. Minha identidade na Casa foi constru\u00edda em rela\u00e7\u00f5es com meus pais e irm\u00e3os e atualizada quando adulto em rela\u00e7\u00e3o a meu companheiro ou companheira e filhos, animais de estima\u00e7\u00e3o, plantas, oficinas, etc.<\/p>\n<p>Na sociedade contempor\u00e2nea, na esfera do trabalho, sou um indiv\u00edduo que age em conformidade com o que \u00e9 esperado e que foi aprendido fora do ambiente familiar. Por exemplo, eu n\u00e3o aprendi antropologia em Casa. N\u00e3o aprendi a ser professor em Casa. N\u00e3o aprendi a ser pesquisador em Casa.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma trajet\u00f3ria riqu\u00edssima na constru\u00e7\u00e3o deste personagem, o \u201ctrabalhador moderno\u201d, aquele que vende sua for\u00e7a de trabalho no mercado. Mas na vertente que interessa a meu argumento, posso dizer que foi constru\u00edda uma dist\u00e2ncia entre a identidade pessoal na Casa e a identidade coletiva no Trabalho. E a rua tem um papel fundamental como o espa\u00e7o de um\u00a0 ritual de passagem entre uma identidade e a outra.<\/p>\n<p>Posso propor uma imagem. A pessoa sai de Casa, onde \u00e9 um pai ou m\u00e3e dedicada, \u00e9 um exemplo de vida para seus filhos e companheira ou companheiro. \u00c9 uma lideran\u00e7a, \u00e9 uma refer\u00eancia.<\/p>\n<p>Mas quem chega no Trabalho? Imagine que nosso personagem trabalhe como faxineiro, igual a in\u00fameros que trabalham em empresas, que tenha um \u201ctrabalho subalterno\u201d, para usar uma imagem de uma recente pesquisa no TRT\/RJ. H\u00e1 uma rotina a ser desempenhada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 qual ele n\u00e3o tem nenhuma autonomia. Sua voz sequer \u00e9 ouvida e quando o \u00e9, \u00e9 sempre de forma subalterna, quando n\u00e3o subserviente.<\/p>\n<p>No final do dia ele chega em Casa. E quem chegou? O \u201csubalterno\u201d? Esperamos que n\u00e3o, certo? Quem chega em Casa \u00e9 o pai, a m\u00e3e, o exemplo, o porto seguro.<br \/>Como acontece esta \u201cm\u00e1gica\u201d? Gosto de pensar que \u00e9 obra do \u201ctrajeto\u201d, do deslocamento, do movimento pelo Espa\u00e7o, pela Rua. O ritual de constru\u00e7\u00e3o das identidades se processa no deslocamento em sentidos opostos. Da Casa, para a Rua e para o Trabalho. Do Trabalho, para a Rua e para a Casa.<\/p>\n<p>A aus\u00eancia destes rituais \u00e9 certamente \u00e9 o que \u00e9 de mais \u201canormal\u201d neste \u201cnovo\u201d que, como disse, espero que seja fugaz e deixe poucas marcas. Mas avancemos um pouco mais. O exemplo que dei est\u00e1 situado em rela\u00e7\u00f5es de trabalho que n\u00e3o se adequam a uma estrat\u00e9gia que tem se efetivado durante a quarentena, o tele trabalho, ou o trabalho em casa. Mas que t\u00eam sido saudados como elementos de um poss\u00edvel \u201cnovo normal\u201d.<\/p>\n<p>Vejamos um outro exemplo. Posso dar um exemplo pessoal. Trabalhei em uma usina sider\u00fargica, situada a duas horas de \u00f4nibus da zona sul do Rio de Janeiro. Havia diversas \u00e1reas chefiadas por engenheiros e eu tinha que lidar com todos eles. O chefe da \u00e1rea estrat\u00e9gica da empresa, a aciaria, respons\u00e1vel pelos fornos que produziam o a\u00e7o, era de longe a pessoa mais intrat\u00e1vel. No trajeto n\u00e3o falava com ningu\u00e9m e, ao longo da jornada de trabalho, n\u00e3o socializava com os colegas em nenhum momento. A rela\u00e7\u00f5es estratificadas eram a t\u00f4nica do seu comportamento na empresa. Anos depois o encontrei em um pub em Ipanema. Veio me cumprimentar alegre, afetivo como nunca havia feito. Conversamos bastante e ele me disse que seu comportamento na empresa era daquela forma, porque era o que se esperava dele e ele tinha planos de crescer na empresa. At\u00e9 que cansou do personagem e mudou de emprego. Era outra pessoa, e estava muito mais feliz!<\/p>\n<p>Com o tempo entendi que o trajeto de ida era fundamental para ele e para todos n\u00f3s construirmos nossas identidades funcionais no padr\u00e3o que a empresa esperava. O trajeto de volta era fundamental para a desconstru\u00e7\u00e3o respectiva.<\/p>\n<p>O que a pandemia fez? Eliminou esse ritual. Eu, o professor, estou em Casa, dando aula, pesquisando, trabalhando!<\/p>\n<p>E \u201cquem\u201d trabalha? \u201cQuem\u201d est\u00e1 em Casa? Como consigo exercer estes dois pap\u00e9is concomitantemente?<\/p>\n<p>A resposta pode estar, como disse, em uma amea\u00e7a maior, l\u00e1 fora. O v\u00edrus Covid-19 est\u00e1 na rua,\u00a0 no trajeto! Assim, enquanto esse inimigo estiver l\u00e1, aceito esta supress\u00e3o. Ponho o ritual, n\u00e3o a mim, em uma condi\u00e7\u00e3o liminar, mesmo sendo ele um ritual de passagem.<br \/>Mas isso \u00e9 bom? Certamente n\u00e3o. E espero que passe logo.<br \/>Mas, para concluir, n\u00e3o quero me colocar na posi\u00e7\u00e3o de quem defende o \u201cvelho normal\u201d, n\u00e3o, longe disso.<\/p>\n<p>Mas&#8230;<\/p>\n<p>Quero defender que a reflex\u00e3o sobre as rela\u00e7\u00f5es de trabalho inclua a reflex\u00e3o sobre os processos de constru\u00e7\u00e3o \/ desconstru\u00e7\u00e3o das identidades dom\u00e9sticas e profissionais.<br \/>Se o mundo do trabalho pode invadir o mundo da casa, por conta da pandemia, ser\u00e1 que o mundo da casa, com outros tipos de rela\u00e7\u00f5es interpessoais, n\u00e3o pode ser levado para o mundo do trabalho?<\/p>\n<p>Se o ritual do deslocamento participa do processo de constru\u00e7\u00e3o e desconstru\u00e7\u00e3o, ou reconstru\u00e7\u00e3o, de identidades pessoais, ele n\u00e3o pode ser um vetor de uma nova sociabilidade que torne mais equ\u00e2nime as rela\u00e7\u00f5es tanto na casa quanto no mundo do trabalho?<\/p>\n<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1530\" src=\"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/RONALDO_LOBO.jpg\" width=\"996\" height=\"560\" srcset=\"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/RONALDO_LOBO.jpg 1280w, http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/RONALDO_LOBO-300x169.jpg 300w, http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/RONALDO_LOBO-1024x576.jpg 1024w, http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/RONALDO_LOBO-768x432.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 996px) 100vw, 996px\" \/><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reproduzimos aqui o artigo &#8220;Sobre Tempo e Espa\u00e7o em tempos de pandemia,&#8221; escrito pelo\u00a0antrop\u00f3logo Ronaldo Lob\u00e3o (UFF &#8211; INCT\/INEAC) e publicado no Blog Ci\u00eancia e Matem\u00e1tica do O GLOBO, no endere\u00e7o https:\/\/blogs.oglobo.globo.com\/ciencia-matematica\/post\/sobre-tempo-e-espaco-em-tempos-de-pandemia.html.\u00a0 Confira abaixo o artigo. \u00a0 Sobre Tempo e Espa\u00e7o em tempos de pandemia 10\/05\/2021 \u2022 11:15 Ronaldo Lob\u00e3o \u00a0 Para come\u00e7ar, quero dizer&hellip; <a class=\"more-link\" href=\"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/?p=1531\">Continuar lendo <span class=\"screen-reader-text\">Sobre Tempo e Espa\u00e7o em tempos de pandemia<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1530,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1531","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized","entry"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1531","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1531"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1531\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1530"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1531"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1531"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1531"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}