{"id":1588,"date":"2021-08-05T00:38:54","date_gmt":"2021-08-05T00:38:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/?p=1588"},"modified":"2021-08-05T00:38:54","modified_gmt":"2021-08-05T00:38:54","slug":"pandemia-crise-politica-e-crise-do-conhecimento","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/?p=1588","title":{"rendered":"Pandemia, Crise Pol\u00edtica e Crise do Conhecimento?"},"content":{"rendered":"<p>Reproduzimos aqui o artigo dos antrop\u00f3logos Roberto Kant de Lima e Jos\u00e9 Cola\u00e7o intitulado\u00a0 &#8220;<strong>Pandemia, Crise Pol\u00edtica e Crise do Conhecimento?<\/strong>&#8221; publicado no Blog CI\u00caNCIA E MATEM\u00c1TICA do O Globo, publicado nessa segunda-feira 2 de agosto de 2021.<\/p>\n<p>Para ler acesse o link a seguir ou confira abaixo.\u00a0<a href=\"https:\/\/blogs.oglobo.globo.com\/ciencia-matematica\/post\/pandemia-crise-politica-e-crise-do-conhecimento.html\">https:\/\/blogs.oglobo.globo.com\/ciencia-matematica\/post\/pandemia-crise-politica-e-crise-do-conhecimento.html<\/a><\/p>\n<h1 class=\"post__content--title\">Pandemia, Crise Pol\u00edtica e Crise do Conhecimento?<\/h1>\n<section class=\"post__content--meta post\"><time class=\"post__content--meta-time post\" datetime=\"02\/08\/2021 10:00\">02\/08\/2021 \u2022 10:00<\/time><\/section>\n<section class=\"post__content--article protected-content\">\n<article class=\"post__content--article-post\">\n<p dir=\"ltr\">Jos\u00e9 Cola\u00e7o e Roberto Kant de Lima<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O discurso cient\u00edfico foi uma das primeiras coisas atacadas por autoridades pol\u00edticas nacionais e importantes personalidades p\u00fablicas brasileiras, desde o in\u00edcio da pandemia e pelas mais variadas raz\u00f5es. Esta atitude, como sabemos, foi designada como \u201cnegacionismo\u201d, uma vez que ela mobiliza a nega\u00e7\u00e3o, a n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o ou a rejei\u00e7\u00e3o de evid\u00eancias basilares que at\u00e9 mesmo a ci\u00eancia n\u00e3o precisa de muito esfor\u00e7o para tentar explicar. Como, por exemplo, que temos um novo e desconhecido v\u00edrus que se transmite pelo ar circulando por a\u00ed e precisamos nos mobilizar, de alguma forma, para conter isso.\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<div id=\"pub-in-text-1\" class=\"block__advertising--content retangulo-teads\" data-oglobo-advertising-format=\"in-text\" data-oglobo-advertising-index=\"1\">\u00a0<\/div>\n<p dir=\"ltr\">Nas etnografias que realizamos sobre conhecimentos natural\u00edsticos, ou seja, sobre os conhecimentos que grupos sociais que estabelecem uma rela\u00e7\u00e3o direta, biogr\u00e1fica e umbilical com o meio ambiente natural possuem sobre diversos os aspectos que o comp\u00f5em, ficou evidente que estes conhecimentos quase nunca adquirem\u00a0status\u00a0de conhecimento com \u201cC\u201d mai\u00fasculo para pesquisadores e\/ou agentes de pol\u00edticas p\u00fablicas das \u00e1reas de oceanografia, biologia marinha, geologia, agronomia, etc., o que implica obstaculizar seu reconhecimento oficial, por parte do Estado, ou mesmo sua incorpora\u00e7\u00e3o na implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de conserva\u00e7\u00e3o ambiental, planos de manejo de \u00e1reas protegidas etc.\u00a0<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Por isso mesmo, se por um lado, tornou-se inc\u00f4modo o ataque e a defesa incondicional da ci\u00eancia na atual conjuntura,\u00a0 por outro incomodou tamb\u00e9m a forma como a classe m\u00e9dia esclarecida come\u00e7ou a se relacionar com ci\u00eancia neste contexto. Com um discurso abertamente cr\u00edtico ao atual Governo Federal, sobretudo no que diz respeito \u00e0 condu\u00e7\u00e3o da maior crise sanit\u00e1ria que j\u00e1 vivemos, parte consider\u00e1vel da grande m\u00eddia nacional iniciou uma campanha sem precedentes, a favor da ci\u00eancia e tudo aquilo que dela pode ser derivado, como a vacina, os materiais de prote\u00e7\u00e3o, os protocolos sanit\u00e1rios, as pesquisas, os especialistas, as tabelas, os n\u00fameros, as estat\u00edsticas e por a\u00ed vai. A verdade \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 um s\u00f3 dia que esta mesma m\u00eddia n\u00e3o exiba a fala de um especialista, ou seja, de um cientista, ou de um m\u00e9dico, sobre o modo atrav\u00e9s do qual a pandemia tem sido mal conduzida no Brasil. Nos expomos \u00e0s elabora\u00e7\u00f5es de v\u00e1rios especialistas, como se todos eles tivessem um conhecimento uniforme sobre o v\u00edrus, o que misturou em sua maioria m\u00e9dicos \u2013 que t\u00eam a perspectiva do tratamento da \u201cdoen\u00e7a\u201d \u2013 com aqueles que procuram estudar e conhecer o v\u00edrus \u2013 especialmente os virologistas e aqueles que t\u00eam suas especialidades na lida com as epidemias e a sa\u00fade p\u00fablica. Todas essas perspectivas diferenciadas de abordagens de uma mesma pandemia produziu uma cacofonia de opini\u00f5es, aparentemente discordantes, se n\u00e3o se distingue de onde elas partem.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A voraz defesa da ci\u00eancia, ou do pensamento cient\u00edfico, parece encenar uma esp\u00e9cie de \u201ciluminismo tardio\u201d, anacr\u00f4nico e superficial, em plena segunda d\u00e9cada do s\u00e9culo XXI. Uma cruzada da racionalidade contra as trevas e o obscurantismo que, nesta edi\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea, ganhou o nome, acertadamente, de negacionismo. Essa narrativa do \u201ciluminismo tardio\u201d peca, no entanto, em n\u00e3o conseguir se comunicar com um consider\u00e1vel estrato da popula\u00e7\u00e3o que nunca acreditou ou vem sendo secular e sistematicamente exclu\u00edda, por v\u00e1rios motivos, inclusive educacionais, sobre a efic\u00e1cia das pr\u00e1ticas cient\u00edficas. Tal narrativa soa, por vezes, arrogante, e parece reificar a ci\u00eancia como, ao fim e ao cabo, a \u00fanica forma de razo\u00e1vel \u201cestar no mundo\u201d castigado pela pandemia.\u00a0<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Tornamo-nos pesquisadores em antropologia num per\u00edodo em que a disciplina j\u00e1 tinha \u201cido para o div\u00e3\u201d, em diversas ocasi\u00f5es, para rever seu passado etnocentrista, racista, colonial, machista, racionalista, hiper ocidentalizado etc. Isso n\u00e3o significa que ela n\u00e3o seja isso, ou parte disso, ainda hoje. O que queremos destacar aqui, no entanto, \u00e9 que h\u00e1 uma atitude fundamental para o exerc\u00edcio, n\u00e3o apenas da antropologia, mas da pr\u00e1tica cient\u00edfica em geral. Estamos nos referindo ao ceticismo. Na antropologia ficou charmoso, pelo menos no Brasil, chamar ceticismo de \u201cestranhamento\u201d. Sem isso n\u00e3o h\u00e1 ci\u00eancia, pois sem ceticismo n\u00e3o h\u00e1 experimenta\u00e7\u00e3o nem especula\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Experimenta\u00e7\u00e3o e especula\u00e7\u00e3o s\u00e3o caracter\u00edsticas apenas do chamado \u201cpensamento cient\u00edfico\u201d? A ci\u00eancia antropol\u00f3gica nos chamou a aten\u00e7\u00e3o de que todas as formas de pensamento humano partem de um mesmo princ\u00edpio que combina, entre outras opera\u00e7\u00f5es, a\u00a0<strong>experimenta\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0das coisas que habitam o mundo, sejam elas seres invis\u00edveis aos olhos humanos, tais como micro organismos ou esp\u00edritos, e\u00a0<strong>especula\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0sobre causas ou efeitos de fen\u00f4menos das mais diversas naturezas. Basta que lembremos de um desses textos, a \u201cCi\u00eancia do Concreto\u201d, cap\u00edtulo do livro \u201cO Pensamento Selvagem\u201d de Claude L\u00e9vi-Strauss.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p dir=\"ltr\">H\u00e1 outro componente que dever\u00edamos destacar brevemente aqui, que escapa a isso que estamos chamando de reifica\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia ou iluminismo tardio: a\u00a0<strong>cren\u00e7a<\/strong>.\u00a0A identifica\u00e7\u00e3o com a ci\u00eancia est\u00e1 muito mais relacionada ao ajustamento a um projeto de sociedade, com componentes morais, valorativos e pr\u00e1ticos do que a sua real capacidade de resolver nossos problemas enquanto sociedade. \u201cAcreditamos\u201d na ci\u00eancia e na tecnologia menos por seus resultados e mais, porque, naquilo que os soci\u00f3logos chamam (ou chamavam) de modernidade, parte consider\u00e1vel da sociedade sucumbiu aos chamados Sistemas Peritos, como tentou definir, j\u00e1 h\u00e1 alguns anos, Anthony Giddens. Sempre que penso em nossa rela\u00e7\u00e3o com a ci\u00eancia e com a t\u00e9cnica, me lembro do exemplo do avi\u00e3o: n\u00e3o precisamos conhecer como um avi\u00e3o funciona, n\u00e3o precisamos entender de engenharia aeron\u00e1utica, n\u00e3o precisamos saber pilotar um avi\u00e3o, n\u00e3o precisamos saber em detalhes as condi\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas durante um voo para sabermos que o avi\u00e3o \u00e9 o meio de transporte mais seguro que a humanidade j\u00e1 produziu e, ao mesmo tempo, n\u00e3o aceitar esta condi\u00e7\u00e3o e ter \u201cmedo de avi\u00e3o\u201d \u00e9 considerado, geralmente, algo infantil ou irracional.\u00a0<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Se a no\u00e7\u00e3o de Sistemas Peritos aqui grosseiramente resumida \u00e9 controversa na teoria social de hoje, de todo modo podemos admitir que a ci\u00eancia, al\u00e9m de uma express\u00e3o do pensamento, de um conjunto met\u00f3dico e bem arranjado de procedimentos e de uma linguagem \u00e9, tamb\u00e9m, uma cren\u00e7a, e por isso recorremos a esta no\u00e7\u00e3o num momento em que observamos constru\u00e7\u00f5es de narrativas midi\u00e1ticas e o uso exagerado e irrespons\u00e1vel das redes sociais (com vincula\u00e7\u00f5es de informa\u00e7\u00f5es parciais, superficiais ou mesmo, claro, as agora conhecidas Fake News).\u00a0<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Assim, a reifica\u00e7\u00e3o, ou sacraliza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia nos soa estranha quando o pensamento cient\u00edfico parece surgir como o \u201cgrande salvador da humanidade\u201d. Claro que em rela\u00e7\u00e3o ao combate ao v\u00edrus e \u00e0 pandemia, bem como para outras tantas situa\u00e7\u00f5es, pensamos que a humanidade n\u00e3o criou op\u00e7\u00f5es muito melhores. Nos preocupa, no entanto, a brecha que, por conta da crise humanit\u00e1ria que atravessamos, pode ser aberta para intensificar algo que j\u00e1 existe e para o qual a ci\u00eancia foi muitas vezes utilizada sem parcim\u00f4nia: sua capacidade de produzir hierarquias entre as \u00e1reas do conhecimento, mesmo entre aquelas consideradas cient\u00edficas, como os contrastes que desigualam em status as \u201cci\u00eancias do esp\u00edrito\u201d e as \u201cci\u00eancias da natureza\u201d, ou definindo o que \u00e9 \u00fatil ou n\u00e3o para ser pesquisado.\u00a0<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Mas a hierarquiza\u00e7\u00e3o dos conhecimentos n\u00e3o reside apenas dentro da ci\u00eancia. Na verdade, o que mais tem chamado aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de hierarquias na rela\u00e7\u00e3o entre a ci\u00eancia e outras formas de pensamento consideradas \u201cn\u00e3o cient\u00edficas\u201d, \u201cn\u00e3o acad\u00eamicas\u201d ou \u201cn\u00e3o formais\u201d. Nos referimos, portanto, ao que acontece \u201cfora\u201d dos muros dos laborat\u00f3rios ou institutos de pesquisa que, como a antropologia sobretudo tem tentado mostrar, apenas atualiza uma hierarquia que \u00e9 de ordem moral e social se pensarmos, por exemplo, quem s\u00e3o os detentores do conhecimento cient\u00edfico e quem s\u00e3o os detentores dos conhecimentos natural\u00edsticos ou tradicionais. No caso de sociedades desiguais como a brasileira, infelizmente, como temos acompanhado em nossas pesquisas e etnografias sobre as pol\u00edticas de reconhecimento de povos ou comunidades tradicionais, ou seja, grupos ind\u00edgenas, quilombolas, extrativistas, pescadores artesanais, por exemplo \u2013 detentores dos tais conhecimentos \u201cn\u00e3o cient\u00edficos\u201d \u2013 a tend\u00eancia tem sido al\u00e9m do aprofundamento das desigualdades n\u00e3o s\u00f3 no que diz respeito ao status dos conhecimentos natural\u00edsticos que elas det\u00eam, mas tamb\u00e9m \u00e0 sua exclus\u00e3o ao acesso a direitos sociais b\u00e1sicos, al\u00e9m de outras viol\u00eancias e silenciamentos.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O que n\u00f3s, cientistas ou n\u00e3o, n\u00e3o podemos fazer, \u00e9 atualizar a falsa ideia, tanto positivista como iluminista, de que h\u00e1 algo como uma \u201cevolu\u00e7\u00e3o do pensamento humano\u201d, de uma fase mais simples e tosca, para uma fase mais elaborada e sofisticada, de modo que as outras formas de pensamento ser\u00e3o dirimidas, assimiladas ou simplesmente, desaparecer\u00e3o, como chegou-se a afirmar em s\u00e9culos passados do suposto duelo entre Ci\u00eancia e Religi\u00e3o.\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A despeito destas elabora\u00e7\u00f5es, estranhamentos e cr\u00edticas n\u00e3o temos d\u00favida que devemos defender a ci\u00eancia contra qualquer tipo de ataque que tente difam\u00e1-la, caluni\u00e1-la ou desacredit\u00e1-la em prol de um projeto de \u201cprodu\u00e7\u00e3o de mundo\u201d que tem como base a aniquila\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a, das controv\u00e9rsias e da vida. N\u00e3o devemos esquecer que praticar ci\u00eancia tamb\u00e9m \u00e9 um ato pol\u00edtico do qual, n\u00f3s cientistas, n\u00e3o podemos nos esquivar. A ci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 neutra nunca e nem \u00e9 objetiva sempre. N\u00f3s cientistas, n\u00e3o devemos ter medo de reconhecer estas caracter\u00edsticas t\u00e3o marcantes em nosso of\u00edcio. Cada vez que conseguimos reconhecer isso, estaremos dando passos importantes, como a antropologia tem tentado realizar, para o reconhecimento da pluralidade do pensamento humano expresso na diversidade de modos de vida ou de se \u201cestar no mundo\u201d.\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Jos\u00e9 Cola\u00e7o e Roberto Kant de Lima s\u00e3o, respectivamente, pesquisador e coordenador\u00a0 do Instituto Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia &#8211; Instituto de Estudos Comparados em Administra\u00e7\u00e3o de Conflitos (INCT-InEAC &#8211; <a href=\"http:\/\/www.ineac.uff.br)\">www.ineac.uff.br)<\/a><\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u00a0<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u00a0<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1587\" src=\"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/colaco_e_kant.jpg\" width=\"900\" height=\"400\" srcset=\"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/colaco_e_kant.jpg 900w, http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/colaco_e_kant-300x133.jpg 300w, http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/colaco_e_kant-768x341.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/p>\n<\/article>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reproduzimos aqui o artigo dos antrop\u00f3logos Roberto Kant de Lima e Jos\u00e9 Cola\u00e7o intitulado\u00a0 &#8220;Pandemia, Crise Pol\u00edtica e Crise do Conhecimento?&#8221; publicado no Blog CI\u00caNCIA E MATEM\u00c1TICA do O Globo, publicado nessa segunda-feira 2 de agosto de 2021. 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