{"id":1613,"date":"2021-08-30T20:11:01","date_gmt":"2021-08-30T20:11:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/?p=1613"},"modified":"2021-08-30T20:11:01","modified_gmt":"2021-08-30T20:11:01","slug":"ciencia-em-contexto-de-pandemia-sistema-de-conhecimentos-ou-sistema-de-crencas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/?p=1613","title":{"rendered":"Ci\u00eancia em Contexto de Pandemia: Sistema de Conhecimentos ou Sistema de Cren\u00e7as?"},"content":{"rendered":"<p class=\"post__content--pre-title\">Reproduzimos aqui o artigo &#8221;\u00a0Ci\u00eancia em Contexto de Pandemia: Sistema de Conhecimentos ou Sistema de Cren\u00e7as?&#8221;, escrito pelo\u00a0antrop\u00f3logo\u00a0Edilson M\u00e1rcio Almeida da Silva, pesquisador do Instituto Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia \u2013 Instituto de Estudos Comparados em Administra\u00e7\u00e3o de Conflitos (INCT-InEAC) e publicado no Blog Ci\u00eancia e Matem\u00e1tica do O GLOBO :\u00a0<a href=\"https:\/\/blogs.oglobo.globo.com\/ciencia-matematica\/post\/ciencia-em-contexto-de-pandemia-sistema-de-conhecimentos-ou-sistema-de-crencas.html\">https:\/\/blogs.oglobo.globo.com\/ciencia-matematica\/post\/ciencia-em-contexto-de-pandemia-sistema-de-conhecimentos-ou-sistema-de-crencas.html<\/a><\/p>\n<p class=\"post__content--pre-title\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"post__content--pre-title\">CI\u00caNCIA E PANDEMIA<\/p>\n<h1 class=\"post__content--title\">Ci\u00eancia em Contexto de Pandemia: Sistema de Conhecimentos ou Sistema de Cren\u00e7as?<\/h1>\n<section class=\"post__content--meta post\"><time class=\"post__content--meta-time post\" datetime=\"30\/08\/2021 09:50\">30\/08\/2021 \u2022 09:50<\/time><\/section>\n<section class=\"post__content--article protected-content\">\n<article class=\"post__content--article-post\">\n<p><a name=\"_GoBack\"><\/a><\/p>\n<p>Edilson M\u00e1rcio Almeida da Silva<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">H\u00e1 cerca de um m\u00eas, os antrop\u00f3logos Jos\u00e9 Cola\u00e7o e Roberto Kant de Lima publicaram, neste espa\u00e7o, uma interessante reflex\u00e3o acerca de como, durante a pandemia de Covid-19, a \u201cclasse m\u00e9dia esclarecida\u201d brasileira tem reagido aos ataques de autoridades e personalidades p\u00fablicas ao discurso cient\u00edfico. Conforme apontado no artigo, uma parcela dos \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o nacionais vem veiculando\u00a0<i>ad nauseam<\/i>\u00a0entrevistas com os mais diversos pesquisadores das ci\u00eancias naturais e\/ou profissionais da \u00e1rea de sa\u00fade (m\u00e9dicos sanitaristas, epidemiologistas, virologistas, pneumologistas, microbiologistas, infectologistas, toxicologistas, etc.), num esfor\u00e7o de mobiliza\u00e7\u00e3o coletiva em \u201cdefesa da ci\u00eancia\u201d e de afirma\u00e7\u00e3o do pensamento cient\u00edfico como \u201cgrande salvador da humanidade\u201d a que os autores argutamente chamaram \u201ciluminismo tardio\u201d.\u00a0<\/p>\n<div class=\"teads-inread teads-display sm-screen\">\n<div>\n<div class=\"teads-ui-components-adchoices\">\u00a0\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p align=\"JUSTIFY\">Analisando, com o devido distanciamento, os excessos cometidos por detratores e paladinos do discurso cient\u00edfico, Cola\u00e7o e Kant de Lima lembram que, a exemplo de outras tantas formas de pensamento humano, tamb\u00e9m a ci\u00eancia se assenta numa complexa combina\u00e7\u00e3o entre experimenta\u00e7\u00e3o, especula\u00e7\u00e3o e cren\u00e7a. Foi justamente o car\u00e1ter controvertido deste \u00faltimo componente \u2013 a cren\u00e7a no\/do conhecimento cient\u00edfico \u2013 que serviu de provoca\u00e7\u00e3o inicial \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o das linhas que se segue.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Nesse sentido, um primeiro e importante esclarecimento a ser feito refere-se ao fato de que o termo cren\u00e7a comporta m\u00faltiplos e variados sentidos. Como aponta o etn\u00f3logo Jean Pouillon, uma cren\u00e7a tanto pode ser dirigida a algu\u00e9m ou algo, envolvendo a aceita\u00e7\u00e3o de um fato em n\u00edvel cognitivo, como se referir a uma convic\u00e7\u00e3o profundamente interiorizada, o que, no caso, faz com que o \u201cacreditar\u201d, \u201ccolocar confian\u00e7a\u201d ou \u201cter f\u00e9\u201d esteja mais relacionado \u00e0 emo\u00e7\u00e3o do que \u00e0 cogni\u00e7\u00e3o. Em termos esquem\u00e1ticos, seria poss\u00edvel associar a primeira defini\u00e7\u00e3o aos fatos cient\u00edficos ao passo que a segunda diria respeito aos fen\u00f4menos m\u00e1gico-religiosos, cujas cren\u00e7as conferem aos ritos uma efic\u00e1cia\u00a0<i>sui generis<\/i>, denominada pelo antrop\u00f3logo Claude L\u00e9vi-Strauss de \u201cefic\u00e1cia simb\u00f3lica\u201d.\u00a0<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Coube a Marcel Mauss e Henri Hubert publicar, em 1902, um dos mais influentes trabalhos dedicados a descrever e explicar a \u201cnatureza da cren\u00e7a na magia\u201d. Em seu \u201cEsbo\u00e7o de uma teoria geral da magia\u201d, os soci\u00f3logos contrastam a cren\u00e7a m\u00e1gica e a cient\u00edfica, classificando-as, respectivamente, como\u00a0<i>a priori\u00a0<\/i>e\u00a0<i>a posteriori<\/i>. De acordo com tal classifica\u00e7\u00e3o, depreende-se que, ao contr\u00e1rio do que se passa com a cren\u00e7a cient\u00edfica \u2013 que tem por fundamento um conhecimento positivo e experimental \u2013, a f\u00e9 na magia precede e, portanto, prescinde da experi\u00eancia. Tamanha \u00e9 a sua autoridade que, em principio, nem mesmo evid\u00eancias contr\u00e1rias s\u00e3o capazes de abalar a cren\u00e7a dos fi\u00e9is. Subtra\u00edda a todo controle, mesmo os fatos desfavor\u00e1veis \u00e0 magia se voltam a seu favor, \u201cpois sempre se pensa que s\u00e3o efeito de uma contra-magia, de faltas rituais e, em geral, de que as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias das pr\u00e1ticas n\u00e3o foram realizadas&#8221;.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Ao caracterizarem a estrutura da magia, Mauss e Hubert a decomp\u00f5em em tr\u00eas elementos b\u00e1sicos: o\u00a0<i>m\u00e1gico<\/i>\u00a0(que \u00e9 respons\u00e1vel por efetuar os atos m\u00e1gicos), as\u00a0<i>representa\u00e7\u00f5es m\u00e1gicas<\/i>\u00a0(ou \u201cas ideias e as cren\u00e7as que correspondem aos atos m\u00e1gicos\u201d) e os\u00a0<i>ritos m\u00e1gicos<\/i>\u00a0(atos em rela\u00e7\u00e3o aos quais s\u00e3o definidos os demais elementos da magia). Segundo os autores, esses elementos s\u00e3o insepar\u00e1veis uns dos outros, posto que a cren\u00e7a n\u00e3o incide sobre uma ou outra parte do todo, mas \u201csobre o conjunto ou sobre o principio da magia&#8221; que, assim como a religi\u00e3o, constitui \u201cum bloco\u201d em rela\u00e7\u00e3o ao qual s\u00f3 h\u00e1 duas posturas poss\u00edveis: ou nele se cr\u00ea ou n\u00e3o se cr\u00ea. Nesse caso, portanto, a cren\u00e7a n\u00e3o \u00e9 pass\u00edvel de compartimentaliza\u00e7\u00e3o. Ela incide igualmente sobre todos os elementos do conjunto, fazendo com que os mesmos mantenham entre si uma rela\u00e7\u00e3o de absoluta interdepend\u00eancia. Dai a caracteriza\u00e7\u00e3o da magia como um sistema de cren\u00e7as.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Por raz\u00f5es de ordem diversa, o mesmo racioc\u00ednio n\u00e3o se aplica \u00e0 ci\u00eancia, haja vista que esta, diferentemente da magia, n\u00e3o disp\u00f5e de um conjunto sistematizado de cren\u00e7as.\u00a0 Ilustra\u00e7\u00e3o prosaica do que ora se afirma reside no caso hipot\u00e9tico, mas altamente veross\u00edmil, do sujeito que se declara c\u00e9tico em rela\u00e7\u00e3o ao conhecimento cient\u00edfico e \u00e0 efic\u00e1cia dos seus produtos, mas n\u00e3o hesita em tomar uma Aspirina ao primeiro sinal de dor de cabe\u00e7a.\u00a0<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Em tempos de pandemia, infelizmente, o ceticismo quanto \u00e0 ci\u00eancia e seus produtos tem propiciado a ado\u00e7\u00e3o de posturas nas quais esse tipo de contradi\u00e7\u00e3o \u00e9 o que, ao fim e ao cabo, menos importa. Conforme vem sendo amplamente noticiado, h\u00e1 v\u00e1rios segmentos da popula\u00e7\u00e3o brasileira contestando com veem\u00eancia os n\u00fameros de casos e mortes por Covid-19 registrados pelas autoridades sanit\u00e1rias. Do mesmo modo, eles questionam a efic\u00e1cia das a\u00e7\u00f5es de combate \u00e0 doen\u00e7a, como medidas de isolamento social, uso de m\u00e1scaras de prote\u00e7\u00e3o respirat\u00f3ria, higieniza\u00e7\u00e3o constante das m\u00e3os e, n\u00e3o menos importante, a imuniza\u00e7\u00e3o vacinal. Muitos alegam que, nesse caso em particular, a normatiza\u00e7\u00e3o implementada em in\u00fameras localidades do Pa\u00eds contraria o princ\u00edpio da liberdade individual, raz\u00e3o pela qual adotam posturas que v\u00e3o do descumprimento parcial ao total desprezo pelas orienta\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias e, consequentemente, pelo trabalho que as autoridades p\u00fablicas procuram realizar.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Um aspecto digno de nota a esse respeito \u00e9 que o aludido ceticismo nem sempre se apresenta de forma monol\u00edtica. Se, por um lado, h\u00e1 o j\u00e1 conhecido \u201cnegacionismo\u201d puro e simples, com o qual parece n\u00e3o haver qualquer possibilidade de di\u00e1logo (afinal, o que se pode argumentar com algu\u00e9m que, refrat\u00e1rio \u00e0 pol\u00edtica de imuniza\u00e7\u00e3o vigente, afirma: &#8220;Jesus \u00e9 a minha vacina&#8221;?), por outro, h\u00e1 tamb\u00e9m um \u201cnegacionismo relativo\u201d, que tem como base uma esp\u00e9cie de seletividade moral. Nesse caso, o valor da ci\u00eancia pode at\u00e9 vir a ser reconhecido desde que ela seja praticada por homens\/mulheres \u201cde bem\u201d e que n\u00e3o estejam contaminados por interesses pol\u00edtico-ideol\u00f3gicos. N\u00e3o raro, os pesquisadores assim classificados se utilizam de seus t\u00edtulos, posi\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas e\/ou pertencimentos institucionais para defender pautas nas quais justap\u00f5em princ\u00edpios racionais e doutrin\u00e1rios de produ\u00e7\u00e3o de verdades, numa bricolagem t\u00edpica do assim chamado pensamento neoconservador. \u00c9 por meio desse tipo de expediente que, por exemplo, um pesquisador da \u00e1rea das ci\u00eancias naturais pode desenvolver estudos de reconhecido m\u00e9rito cient\u00edfico entre os pares e, concomitantemente, se alinhar na defesa de perspectivas como o\u00a0<i>design inteligente<\/i>, vertente do criacionismo anunciada como a \u201cmaior novidade<i>\u00a0<\/i>cient\u00edfica\u201d sobre a<i>\u00a0<\/i>origem da vida humana.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">\u00a0<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">H\u00e1 pouco mais de cem anos, o soci\u00f3logo Max Weber vaticinou que a marca distintiva das sociedades ocidentais contempor\u00e2neas seria uma inexor\u00e1vel racionaliza\u00e7\u00e3o em todas as esferas da vida social, fen\u00f4meno a que deu o nome de \u201cdesencantamento do mundo moderno\u201d. Hoje, em meio a manifesta\u00e7\u00f5es extempor\u00e2neas como o \u201ciluminismo tardio\u201d e a projetos de desseculariza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia, n\u00e3o h\u00e1 como deixar de recordar a inusitada observa\u00e7\u00e3o feita, h\u00e1 mais de dez anos, pela querida e saudosa antrop\u00f3loga Simoni Guedes. Impactada pelo crescente espa\u00e7o que vinha sendo ocupado por publica\u00e7\u00f5es de auto-ajuda nas livrarias, bem como pelo uso oracular que os discentes passaram a fazer da internet na confec\u00e7\u00e3o dos seus trabalhos escolares, ela dizia que, caso estivesse vivo, muito provavelmente Weber seria obrigado a rever ou no m\u00ednimo complementar a sua tese, posto que, nos \u00faltimos tempos, estariam em curso n\u00e3o s\u00f3 um \u201cdesencantamento\u201d mas, tamb\u00e9m, um \u201creencantamento do mundo moderno\u201d, cujas consequ\u00eancias j\u00e1 n\u00e3o pareciam ser, \u00e0quela altura, as mais auspiciosas. At\u00e9 porque, como diria Mauss, &#8220;em \u00faltima inst\u00e2ncia, \u00e9 sempre a sociedade que se paga, ela pr\u00f3pria, com a moeda falsa do seu sonho&#8221;.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">\u00a0<\/p>\n<p>Edilson M\u00e1rcio Almeida da Silva, pesquisador do Instituto Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia \u2013 Instituto de Estudos Comparados em Administra\u00e7\u00e3o de Conflitos (INCT-InEAC)<\/p>\n<\/article>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reproduzimos aqui o artigo &#8221;\u00a0Ci\u00eancia em Contexto de Pandemia: Sistema de Conhecimentos ou Sistema de Cren\u00e7as?&#8221;, escrito pelo\u00a0antrop\u00f3logo\u00a0Edilson M\u00e1rcio Almeida da Silva, pesquisador do Instituto Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia \u2013 Instituto de Estudos Comparados em Administra\u00e7\u00e3o de Conflitos (INCT-InEAC) e publicado no Blog Ci\u00eancia e Matem\u00e1tica do O GLOBO :\u00a0https:\/\/blogs.oglobo.globo.com\/ciencia-matematica\/post\/ciencia-em-contexto-de-pandemia-sistema-de-conhecimentos-ou-sistema-de-crencas.html \u00a0 CI\u00caNCIA E PANDEMIA&hellip; <a class=\"more-link\" href=\"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/?p=1613\">Continuar lendo <span class=\"screen-reader-text\">Ci\u00eancia em Contexto de Pandemia: Sistema de Conhecimentos ou Sistema de Cren\u00e7as?<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1613","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized","entry"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1613","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1613"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1613\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1613"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1613"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1613"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}