{"id":1969,"date":"2022-09-22T17:10:11","date_gmt":"2022-09-22T17:10:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/?p=1969"},"modified":"2022-09-22T17:10:11","modified_gmt":"2022-09-22T17:10:11","slug":"uff-e-a-intolerancia-as-religioes-de-matriz-africana-nenhum-estado-e-neutro","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/?p=1969","title":{"rendered":"UFF e a intoler\u00e2ncia \u00e0s religi\u00f5es de matriz africana. \u201cNenhum Estado \u00e9 neutro\u201d"},"content":{"rendered":"<p>Disponibilizamos aqui a mat\u00e9ria &#8220;UFF e a intoler\u00e2ncia \u00e0s religi\u00f5es de matriz africana&#8221; , publicado no jornal A TRIBUNA &#8211; RJ e que traz a participa\u00e7\u00e3o da antrop\u00f3loga Ana Paula Mendes de Miranda (UFF), pesquisadora vinculada ao INCT\/INEAC.<\/p>\n<p>Confira a mat\u00e9ria pelo link:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.atribunarj.com.br\/uff-e-a-intolerancia-as-religioes-de-matriz-africana-nenhum-estado-e-neutro\/\">https:\/\/www.atribunarj.com.br\/uff-e-a-intolerancia-as-religioes-de-matriz-africana-nenhum-estado-e-neutro\/<\/a><\/p>\n<p>\u00a0Ou leia abaixo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<header class=\"entry-header\">\n<h1 class=\"entry-title\">UFF e a intoler\u00e2ncia \u00e0s religi\u00f5es de matriz africana. \u201cNenhum Estado \u00e9 neutro\u201d<\/h1>\n<\/header>\n<div class=\"below-entry-meta\"><span class=\"posted-on\"><a title=\"10:49\" href=\"https:\/\/www.atribunarj.com.br\/uff-e-a-intolerancia-as-religioes-de-matriz-africana-nenhum-estado-e-neutro\/\" rel=\"bookmark\">\u00a0<time class=\"entry-date published\" datetime=\"2022-09-21T10:49:53-03:00\">21 de setembro de 2022<\/time><\/a><\/span>\u00a0<span class=\"byline\"><span class=\"author vcard\"><a class=\"url fn n\" title=\"LAM\" href=\"https:\/\/www.atribunarj.com.br\/author\/lam\/\">LAM<\/a><\/span><\/span>\u00a0<span class=\"tag-links\"><a href=\"https:\/\/www.atribunarj.com.br\/tag\/intoleranciareligiosa\/\" rel=\"tag\">#intoleranciareligiosa<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.atribunarj.com.br\/tag\/racismo-2\/\" rel=\"tag\">#racismo<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.atribunarj.com.br\/tag\/uff-2\/\" rel=\"tag\">#uff<\/a><\/span><\/div>\n<div class=\"entry-content clearfix\">\n<p><em>Especialista se aprofundou no estudo em 2008 por causa de quest\u00f5es como a expuls\u00e3o de terreiros do Morro do Dend\u00ea, Ilha do Governador, por ordem de traficantes evang\u00e9licos da regi\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>Foto: O Candombl\u00e9 \u00e9 uma religi\u00e3o brasileira. N\u00e3o existe na \u00c1frica.<\/p>\n<p>Vestir-se de branco no ano novo, pular sete ondas, deixar flores no mar: esses costumes t\u00edpicos do Brasil foram incorporados a partir da cultura das religi\u00f5es de matriz africana, trazidas pelo povo negro escravizado no Brasil.<\/p>\n<p>Apesar disso, frequentemente a associa\u00e7\u00e3o entre esses comportamentos e as cren\u00e7as afro-brasileiras s\u00e3o perdidas ou apagadas. Para al\u00e9m disso, os ataques \u00e0s cren\u00e7as de matriz africana em conflitos de natureza \u00e9tnico-religiosa que envolvem outros credos n\u00e3o s\u00e3o uma constante.<\/p>\n<p>Legisla\u00e7\u00f5es como o Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288\/2010), no entanto, buscam proteger as religi\u00f5es afro-brasileiras, reivindicando, por exemplo, o direito \u00e0 liberdade de cren\u00e7a e o livre exerc\u00edcio desses cultos religiosos.<\/p>\n<p>Na Universidade Federal Fluminense (UFF), as ci\u00eancias sociais contam com a extensa pesquisa sobre a intersec\u00e7\u00e3o entre ra\u00e7a e cren\u00e7a da professora Ana Paula Miranda do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Antropologia (PPGA).<\/p>\n<p>A docente trabalha com a tem\u00e1tica da intoler\u00e2ncia religiosa desde 2008, quando conheceu um grupo ativista da causa no Rio de Janeiro. \u201cCom o grupo, percebi, j\u00e1 naquela \u00e9poca, quest\u00f5es como a expuls\u00e3o de terreiros do Morro do Dend\u00ea, Ilha do Governador, por ordem de traficantes evang\u00e9licos da regi\u00e3o. Desde ent\u00e3o, estudo esse assunto nos estados do Rio de Janeiro, Alagoas e Sergipe. Importante falar que a abordagem da Antropologia com a qual trabalho explora a dimens\u00e3o contrastiva, uma perspectiva importante para pensar a realidade de modo relativizado\u201d, conta.<\/p>\n<p><strong>Intoler\u00e2ncia x racismo religioso: atravessamentos de ra\u00e7a e cren\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>Ana Paula aponta que o termo racismo religioso surge no movimento negro brasileiro, muito influenciado por discuss\u00f5es raciais internacionais, em especial norte-americanas.<\/p>\n<p>\u201cEsse termo se op\u00f5e \u00e0 ideia de intoler\u00e2ncia religiosa em dois sentidos: o primeiro destaca que a intoler\u00e2ncia religiosa pode ser aplicada a qualquer grupo religioso v\u00edtima de discrimina\u00e7\u00e3o. J\u00e1 os casos de racismo religioso atingem especificamente os terreiros de matriz africana, como os de candombl\u00e9 e umbanda, por conta de suas tradi\u00e7\u00f5es e pr\u00e1ticas. Do ponto de vista pol\u00edtico, a intoler\u00e2ncia religiosa tem um segundo problema, quando se fala em reivindica\u00e7\u00e3o de direitos, pois tolerar um grupo \u00e9 simplesmente suport\u00e1-lo e isso n\u00e3o d\u00e1 garantia alguma de respeito. Em s\u00edntese, a ideia de diferenciar racismo religioso de intoler\u00e2ncia religiosa passa pela necessidade de demarcar a\u00e7\u00f5es racistas que atingem os adeptos e praticantes das tradi\u00e7\u00f5es de matriz africana\u201d, explica.<\/p>\n<p>Por outro lado, segundo a pesquisadora, nenhum Estado \u00e9 neutro em termos religiosos. \u201cToda a discuss\u00e3o sobre o estado laico \u00e9 marcada pelo equ\u00edvoco te\u00f3rico em achar que existe um modelo \u00fanico de laicidade. Existem v\u00e1rias maneiras de o Estado delimitar as fronteiras entre religi\u00e3o e pol\u00edtica.<\/p>\n<p>No caso brasileiro, historicamente, a forma como essas rela\u00e7\u00f5es se d\u00e3o est\u00e3o associadas \u00e0 presen\u00e7a da religi\u00e3o no espa\u00e7o p\u00fablico do pa\u00eds, marcado fortemente por caracter\u00edsticas religiosas. Por\u00e9m, o que observamos \u00e9 que essas caracter\u00edsticas seguem muito influenciadas, quase de forma hegem\u00f4nica, pela tradi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica. Temos muitas pra\u00e7as e ruas com nomes de santos cat\u00f3licos, por exemplo. A entrada dos evang\u00e9licos n\u00e3o muda o ordenamento desse contexto, j\u00e1 que as igrejas protestantes tamb\u00e9m passaram a ocupar os centros dos espa\u00e7os p\u00fablicos\u201d.<\/p>\n<p>No caso da presen\u00e7a das religi\u00f5es de matriz africana, a maneira como ocupam o espa\u00e7o p\u00fablico \u00e9 diferenciada.<\/p>\n<p>\u201cO espa\u00e7o visado \u00e9 o da natureza, que \u00e9, em si, sagrada para essas tradi\u00e7\u00f5es. A praia, o lago, o mangue e a floresta j\u00e1 s\u00e3o s\u00edmbolos da cultura das religi\u00f5es afro-brasileiras. Isso se aplica tamb\u00e9m \u00e0 cidade, onde, por exemplo, a encruzilhada \u00e9 associada ao Orix\u00e1 Ex\u00fa\u201d, ressalta a docente.<\/p>\n<p><strong>Combate ao racismo religioso: Estado mediador de conflitos?<\/strong><\/p>\n<p>Para Ana Paula, \u00e0 medida que a rela\u00e7\u00e3o da sociedade com as religi\u00f5es se explicita de forma espec\u00edfica no Brasil, a interven\u00e7\u00e3o do Estado deveria operar na garantia de direitos e liberdade para todas as cren\u00e7as.<\/p>\n<p>\u201cO debate do racismo religioso reafirma a necessidade de engajamento na pauta do reconhecimento de direitos, afinal, a Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Federativa do Brasil deixa determinado que \u00e9 inviol\u00e1vel a liberdade de consci\u00eancia e de cren\u00e7a, sendo assegurado o livre exerc\u00edcio dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a prote\u00e7\u00e3o aos locais de culto e a suas liturgias. Na pr\u00e1tica, sabe-se que n\u00e3o \u00e9 isso que acontece, j\u00e1 que \u00e9 evidente o privil\u00e9gio das tradi\u00e7\u00f5es crist\u00e3s e os impedimentos e restri\u00e7\u00f5es aos cultos n\u00e3o crist\u00e3os\u201d, pontua.<\/p>\n<p>Do ponto de vista hist\u00f3rico, a persegui\u00e7\u00e3o \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es africanas n\u00e3o \u00e9 fen\u00f4meno recente, j\u00e1 que ocorre desde o come\u00e7o do per\u00edodo da escravid\u00e3o for\u00e7ada da popula\u00e7\u00e3o negra.<\/p>\n<p>\u201cPor isso, o candombl\u00e9, por exemplo, \u00e9 uma religi\u00e3o brasileira. N\u00e3o existe candombl\u00e9 na \u00c1frica, j\u00e1 que l\u00e1 as regi\u00f5es t\u00eam distintas dinastias, que formam os reinos dos orix\u00e1s, e s\u00e3o origem de diversas etnias africanas. Os africanos trazidos para o Brasil tiveram de se reestruturar e conviver entre si, na pr\u00e1tica de suas cren\u00e7as, o que acabou gerando um culto \u00e0 ancestralidade unificado, reunindo o que em \u00c1frica eram cultos \u00e9tnicos espec\u00edficos de cada ancestral\u201d, explica Ana Paula.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisadora, desde 1881 as constitui\u00e7\u00f5es brasileiras falam da possibilidade de liberdade de express\u00e3o de m\u00faltiplas cren\u00e7as, mas esse segue n\u00e3o sendo um direito garantido \u00e0s religi\u00f5es de matriz africana.<\/p>\n<p>\u201cPor exemplo, se uma pessoa est\u00e1 internada em um hospital, \u00e9 um direito constitucional que ela tenha apoio religioso. Padres e pastores conseguem entrar com facilidade nos hospitais, mas em nossas pesquisas temos in\u00fameros relatos de pais e m\u00e3es de santo que n\u00e3o conseguem dar suporte espiritual aos consulentes e filhos dos terreiros\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com a estudiosa, o grande conflito da persegui\u00e7\u00e3o \u00e0s religi\u00f5es de matriz africana acontece em rela\u00e7\u00e3o a grupos crist\u00e3os que n\u00e3o concordam com as pr\u00e1ticas dessas tradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cIsso n\u00e3o significa que esses grupos podem visar o exterm\u00ednio dessas pr\u00e1ticas; entretanto, parece ser esse o objetivo. Em nossas pesquisas, observamos alguns grupos evang\u00e9licos que n\u00e3o s\u00f3 ficam incomodados com a exist\u00eancia da cren\u00e7a que eles desaprovam, mas agem para que elas sejam destru\u00eddas. O Supremo Tribunal Federal se posicionou sobre o tema defendendo que a liberdade de express\u00e3o religiosa tem um limite no caso da ofensa ao outro. Ou seja, o pastor tem direito de pregar desde que n\u00e3o propague a destrui\u00e7\u00e3o de outros grupos de f\u00e9\u201d, explica Ana Paula.<\/p>\n<p>Um obst\u00e1culo nesse debate est\u00e1 na interpreta\u00e7\u00e3o que os operadores de justi\u00e7a e seguran\u00e7a possuem em rela\u00e7\u00e3o ao crime de racismo. Segundo a docente, h\u00e1 uma tend\u00eancia a individualizar os casos, j\u00e1 que na leitura de muitos juristas esses crimes sempre s\u00e3o lidos como isolados.<\/p>\n<p>\u201cIsso impede o reconhecimento da dimens\u00e3o pol\u00edtica dos crimes de discrimina\u00e7\u00e3o, que, nesse contexto, s\u00e3o reconhecidos internacionalmente como crimes de \u00f3dio. A natureza pol\u00edtica do crime de \u00f3dio, nesse caso, explicita que, quando h\u00e1 viola\u00e7\u00e3o do direito \u00e0 liberdade religiosa de algu\u00e9m, tamb\u00e9m h\u00e1 quebra do direito pol\u00edtico de express\u00e3o do credo do indiv\u00edduo. Considerando isso, o racismo religioso \u00e9 um crime essencialmente pol\u00edtico; portanto, \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o do Estado impedir e coibir ataques a essas manifesta\u00e7\u00f5es religiosas\u201d, enfatiza Ana Paula.<\/p>\n<p><strong>Caminhos de Xang\u00f4: document\u00e1rio reflete sobre a laicidade do Estado frente \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o aos terreiros<\/strong><\/p>\n<p>Com doze minutos de dura\u00e7\u00e3o, o document\u00e1rio curta-metragem \u201cOs caminhos de Xang\u00f4 \u2013 a resist\u00eancia das religi\u00f5es afro-brasileiras\u201d \u00e9 resultado do projeto de pesquisa \u201cDiversidades e intoler\u00e2ncias: an\u00e1lise de processos de mobiliza\u00e7\u00f5es e de pol\u00edticas p\u00fablicas em conflitos de natureza religiosa, \u00e9tnico-racial e de g\u00eanero\u201d, coordenado pela professora Ana Paula Miranda. Esse trabalho \u00e9 fruto de um projeto do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq) cujo objetivo era debater conflitos de natureza \u00e9tnico-religiosa.<\/p>\n<p>O curta tenta responder o que permaneceu e o que mudou no processo de persegui\u00e7\u00e3o \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es afro-brasileiras, j\u00e1 que esse movimento de intoler\u00e2ncia acontece h\u00e1 tanto tempo.<\/p>\n<p>\u201cO que permanece \u00e9 a estrat\u00e9gia da demoniza\u00e7\u00e3o. Desde sempre, h\u00e1 uma tentativa de buscar a refer\u00eancia de \u2018dem\u00f4nio\u2019 das tradi\u00e7\u00f5es judaico-crist\u00e3s e aplic\u00e1-la onde esse conceito n\u00e3o existe nem nunca existiu. A diferen\u00e7a hoje tem a ver com as estrat\u00e9gias de ataques aos terreiros. Se antes t\u00ednhamos os grupos cat\u00f3licos e o Estado perseguindo terreiros, hoje ainda h\u00e1 o Estado como agente dessa persegui\u00e7\u00e3o, s\u00f3 que de maneira velada e n\u00e3o oficial. Na realidade atual, os ataques de extremistas evang\u00e9licos tamb\u00e9m foram inclu\u00eddos nessas estrat\u00e9gias de persegui\u00e7\u00e3o\u201d, conta a pesquisadora.<\/p>\n<p>Os caminhos de Xang\u00f4 no t\u00edtulo do curta t\u00eam a ver com a ideia de que esse \u00e9 um orix\u00e1 associado a uma justi\u00e7a que n\u00e3o seja cega.<\/p>\n<p>\u201cO questionamento do document\u00e1rio gira em torno do mito da justi\u00e7a que privilegia um grupo e ataca outro. O filme tamb\u00e9m traz uma s\u00edntese do que foi um dos maiores massacres a terreiros da hist\u00f3ria do Brasil, conhecido como quebra de Xang\u00f4, que ocorreu em Alagoas. O objetivo da narrativa do document\u00e1rio \u00e9 que o povo de terreiro repense sua hist\u00f3ria, mas tamb\u00e9m visamos o uso pedag\u00f3gico do material, a fim de provocar questionamentos sobre que laicidade \u00e9 essa que ocorre no Brasil, que garante a exist\u00eancia de diferentes grupos religiosos, desde que sejam crist\u00e3os\u201d, conclui Ana Paula.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-1968\" src=\"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Captura_de_Tela_20220922_as_141044.png\" width=\"716\" height=\"397\" srcset=\"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Captura_de_Tela_20220922_as_141044.png 716w, http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Captura_de_Tela_20220922_as_141044-300x166.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 716px) 100vw, 716px\" \/><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Disponibilizamos aqui a mat\u00e9ria &#8220;UFF e a intoler\u00e2ncia \u00e0s religi\u00f5es de matriz africana&#8221; , publicado no jornal A TRIBUNA &#8211; RJ e que traz a participa\u00e7\u00e3o da antrop\u00f3loga Ana Paula Mendes de Miranda (UFF), pesquisadora vinculada ao INCT\/INEAC. 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