{"id":2055,"date":"2023-03-02T00:08:38","date_gmt":"2023-03-02T00:08:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/?p=2055"},"modified":"2023-03-02T00:08:38","modified_gmt":"2023-03-02T00:08:38","slug":"entre-crencas-e-certezas-o-papel-da-inquisitorialidade-e-da-cisma-no-campo-da-comunicacao-contemporanea","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/?p=2055","title":{"rendered":"Entre cren\u00e7as e certezas: o papel da inquisitorialidade e da cisma no campo da comunica\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea"},"content":{"rendered":"<p>O site do INCT INEAC disponibiliza aqui o artigo\u00a0<strong>&#8220;Entre cren\u00e7as e certezas: o papel da inquisitorialidade e da cisma no campo da comunica\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea&#8221;\u00a0<\/strong>dos antrop\u00f3logos Roberto Kant de Lima (UFF e UVA), coordenador do INCT\/INEAC e F\u00e1bio Reis Motta (UFF), tamb\u00e9m pesquisador vinculado ao INEAC. O artigo foi publicado nessa quarta-feira, dia 1\/3\/2023 , no site Brasil 247 &#8211;\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasil247.com\/ideias\/entre-crencas-e-certezas-o-papel-da-inquisitorialidade-e-da-cisma-no-campo-da-comunicacao-contemporanea\">https:\/\/www.brasil247.com\/ideias\/entre-crencas-e-certezas-o-papel-da-inquisitorialidade-e-da-cisma-no-campo-da-comunicacao-contemporanea<\/a>\u00a0.\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2 class=\"article__headline marginBottom30\"><strong>Entre cren\u00e7as e certezas: o papel da inquisitorialidade e da cisma no campo da comunica\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea<\/strong><\/h2>\n<div class=\"article__lead\">\n<p>\u00a0Fabio Reis Mota e Roberto Kant de Lima, do INCT-INEAC<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O mundo degusta, com um certo mal-estar, os nutrientes da modernidade. Por um lado, um oceano de informa\u00e7\u00f5es nunca experimentado pela humanidade, ao passo que, por outro, ilhas ensimesmadas nas borbulhas (e bolhas) das certezas nos arquip\u00e9lagos de entendimento dos mundos virtuais e presenciais pr\u00f3prios da contemporaneidade. Muitas interroga\u00e7\u00f5es, que pairam no universo inquieto em que vivemos. Isso nos impele, cada vez mais, a compartilhar com um p\u00fablico mais amplo o que dispomos de conhecimento no dom\u00ednio das Ci\u00eancias Sociais, em particular da Antropologia Social e Cultural. \u00a0<\/p>\n<div class=\"contentAd contentAd--noBackground marginBottom30\">\u00a0<\/div>\n<p>\u00a0Como dizia o velho Chacrinha: \u201cquem n\u00e3o se comunica, se trumbica\u201d. Logo, no lugar de se trumbicar, gostar\u00edamos de nos comunicar. Com passos e trope\u00e7os, pois, afinal, buscaremos prover o\/a leitor\/a de uma paisagem antropol\u00f3gica com seus contornos t\u00e9cnicos e te\u00f3ricos que \u00a0podem, porventura, tornar turvo o raio de compartilhamento da compreens\u00e3o e da comunica\u00e7\u00e3o. N\u00e3o pelo interesse de obscurecer o trabalho de partilhar com o p\u00fablico o conhecimento antropol\u00f3gico, mas muito mais pelos v\u00edcios do of\u00edcio. Afinal, somos, com muito orgulho, antrop\u00f3logos de profiss\u00e3o e vis\u00e3o de\/do mundo. \u00a0<\/p>\n<p>\u00a0E a Antropologia, embora forjada na esteira da hist\u00f3ria do colonialismo europeu, que se extasiava com o \u201cdescobrimento\u201d dos povos \u201cex\u00f3ticos\u201d e \u201cprimitivos\u201d, se constitui na contemporaneidade como um conhecimento capaz de desembotar o absolutismo das certezas do racionalismo atrav\u00e9s das provocativas e provocadas etnografias, que colocam em relevo uma teoria do conhecimento da diferen\u00e7a. \u00a0Falaremos desse porto antropol\u00f3gico. \u00a0<\/p>\n<div id=\"taboola-mid-article-leia-mais\">\u00a0<\/div>\n<p>\u00a0Logo, emprestaremos uma aten\u00e7\u00e3o \u00e0s diferentes formas como se manufatura, material e simbolicamente, o social. Como manejamos nossas experi\u00eancias e pensamentos, damos formas \u00e0s institui\u00e7\u00f5es e normas, regulamos \u201ca vida como ela \u00e9\u201d, como diria Nelson Rodrigues. E o exerc\u00edcio anal\u00edtico, compreensivo e interpretativo que buscaremos compartilhar com voc\u00eas prov\u00e9m das pesquisas de car\u00e1ter etnogr\u00e1fico produzidas na Universidade P\u00fablica. \u00a0<\/p>\n<p>\u00a0Estas etnografias s\u00e3o resultado das observa\u00e7\u00f5es sistem\u00e1ticas das intera\u00e7\u00f5es e das pr\u00e1ticas do cotidiano inseridas nos mais diferentes contextos, cujas l\u00f3gicas se quer compreender. \u00a0Comungamos com a antrop\u00f3loga Mariza Peirano o fato de que \u201ca pesquisa de campo n\u00e3o tem momento certo para come\u00e7ar e acabar. Esses momentos s\u00e3o arbitr\u00e1rios por defini\u00e7\u00e3o e dependem, hoje que abandonamos as grandes travessias para ilhas isoladas e ex\u00f3ticas, da potencialidade de estranhamento, do ins\u00f3lito da experi\u00eancia, da necessidade de examinar por que alguns eventos, vividos ou observados, nos surpreendem. E \u00e9 assim que nos tornamos agentes na etnografia, n\u00e3o apenas como investigadores, mas nativos\/etn\u00f3grafos\u201d. (Peirano 2014, 379). \u00a0<\/p>\n<div class=\"contentAd contentAd--noBackground marginBottom30\">\n<div class=\"marginTop10 adBackground\">\n<p>Parafraseando a personagem Odete, de O Clone, \u201ccada mergulho \u00e9 um flash\u201d. Para antrop\u00f3logos, \u201ccada experi\u00eancia \u00e9 um flash etnogr\u00e1fico\u201d. \u00a0\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0Os flashs dos quais aqui nos ocuparemos se limitam ao raio do nosso conhecimento. Ele n\u00e3o \u00e9 infinito, nem mesmo grandioso e imponente, mas muito ao contr\u00e1rio, se circunscreve a um campo delimitado pelos caminhos que foi poss\u00edvel trilhar na labuta cient\u00edfica de dois \u201crapazes latino-americanos sem dinheiro no banco\u201d, como diria Belchior. \u00a0<\/p>\n<div class=\"contentAd contentAd--noBackground marginBottom30\">\u00a0<\/div>\n<p>\u00a0Outro aspecto que exploraremos em nossos percursos antropol\u00f3gicos \u00e9 a compara\u00e7\u00e3o. A compara\u00e7\u00e3o como m\u00e9todo. Seres humanos e outras esp\u00e9cies vivas no Planeta comparam. Com finalidades, conte\u00fados e formas distintas, mas est\u00e3o todos \u201captos\u201d a comparar. Os seres humanos comparam coisas, pessoas, circunst\u00e2ncias. Somos uma esp\u00e9cie comparativa. Na Antropologia \u00a0a compara\u00e7\u00e3o contem um substrato te\u00f3rico\/metodol\u00f3gico, concedido pela forma\u00e7\u00e3o antropol\u00f3gica. Assim como um chef que precisa dispor das t\u00e9cnicas, do conhecimento, da experi\u00eancia e dos artefatos para medir adequadamente as misturas dos ingredientes em sua manufatura dos pratos de seu card\u00e1pio, o\/a antrop\u00f3logo\/a deve assentar suas medidas comparativas nas t\u00e9cnicas, conhecimento, experi\u00eancia e artefatos dispon\u00edveis na cozinha da Antropologia. E as compara\u00e7\u00f5es, que inicialmente se pautavam por reconhecer graus de semelhan\u00e7as para hierarquizar as sociedades de simples a complexas, de primitivas a civilizadas, hoje pelo contr\u00e1rio, muito se nutrem dos contrastes entre as pr\u00e1ticas e seus contextos nas diferentes sociedades. \u00a0\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0Por isso mesmo, dada a infinitude das diferen\u00e7as que nos fazem humanos, embora distintos uns dos outros, o fato de sermos antrop\u00f3logos n\u00e3o sup\u00f5e uma propriedade sobre a verdade. Sr Jorge, pescador, Dona S\u00f4nia, CEO da Brastemp e Sr Juvenal, o pipoqueiro, s\u00e3o igualmente agentes ativos e capazes de fornecerem ferramentas anal\u00edticas e compreensivas do ser humano. N\u00e3o gozamos da posse do social. Nossas perspectivas n\u00e3o s\u00e3o melhores nem piores do que as deles, mas apenas diferentes. E, por obriga\u00e7\u00e3o de of\u00edcio, devemos nos debru\u00e7ar sistematicamente na labuta percorrida pelas estradas das interroga\u00e7\u00f5es. Como dizem em muitas periferias, esse \u00e9 nosso trampo !<\/p>\n<p>\u00a0\u201cO poder da cria\u00e7\u00e3o\u201d, diriam os poetas do samba e da m\u00fasica brasileira, Paulo C\u00e9sar Pinheiro e Jo\u00e3o Nogueira. Dir\u00edamos, dois antrop\u00f3logos por of\u00edcio, o poder da imagina\u00e7\u00e3o sociol\u00f3gica e antropol\u00f3gica. \u00a0\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0Assim, as linhas que conduzir\u00e3o nossas reflex\u00f5es s\u00e3o o resultado de nossas pesquisas etnogr\u00e1ficas e, portanto, embricadas com nossas perspectivas. E se constroem nos fundamentos de fen\u00f4menos que misturam o antigo e o recente, muitas vezes quebrando cronologias consensualizadas e consagradas da divis\u00e3o entre o passado e o presente.<\/p>\n<p>\u00a0No entanto, est\u00e3o sempre dirigidas para compreender certas pr\u00e1ticas existentes nas sociedades contempor\u00e2neas, que podem divergir entre si, mas que, por isso mesmo, s\u00e3o boas \u2013 como diria L\u00e9vi-Strauss sobre o Totemismo &#8211; para pens\u00e1-las.<\/p>\n<p>\u00a0Para conferir forma discursiva intelig\u00edvel aos leitores, centraremos nossas exposi\u00e7\u00f5es em torno de duas categorias anal\u00edticas, que tamb\u00e9m s\u00e3o categorias do senso comum nos seus contextos distintos e que representam formas de intera\u00e7\u00e3o que visam estruturar as rela\u00e7\u00f5es de poder nas sociedades em que se verificam.<\/p>\n<p>\u00a0A primeira delas \u00e9 a categoria \u201cinquisitorialidade\u201d. Essa \u00e9 uma categoria multivocal, que tem significado jur\u00eddico, mas tamb\u00e9m est\u00e1 presente, embora muitas vezes sem este nome, nas pr\u00e1ticas cotidianas de alguns grupos sociais. A compreens\u00e3o que temos aqui \u00e9 a de que ela sup\u00f5e, basicamente, uma suspei\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica pr\u00e9via sobre um \u201coutro\u201d com quem estamos interagindo. A origem dessa suspei\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 explicitamente compartilhada. E sua pr\u00e1tica consiste em estarmos certos de determinados fatos e pr\u00e1ticas que o eventual interlocutor cometeu e, abordando-o de alguma forma, fazer com que reconhe\u00e7a sua culpa, assim confirmando nossas suspeitas que desejamos se transformem em fatos e certezas. \u00a0<\/p>\n<p>\u00a0A pr\u00e1tica da inquisitorialidade estabelece uma assimetria entre o interlocutor que sabe e acusa e o interlocutor que nega e se defende. O conhecimento sigiloso, obtido sem a participa\u00e7\u00e3o da outra parte, institui um poder que o acusador adquire na rela\u00e7\u00e3o. \u00a0<\/p>\n<p>\u00a0Exemplos dessas pr\u00e1ticas s\u00e3o comuns nas rela\u00e7\u00f5es amorosas, em que o ci\u00fame fantasia, muitas vezes sem fundamento, trai\u00e7\u00f5es inexistentes, mas que nem por isso deixam de ter efeitos nas din\u00e2micas da viol\u00eancia e do conflito que provocam. Mas a inquisitorialidade tamb\u00e9m se manifesta com aqueles que ocupam posi\u00e7\u00f5es subalternas na sociedade, muitas vezes acusados, com ou sem raz\u00e3o, de pr\u00e1ticas incompat\u00edveis com a confian\u00e7a personalizada neles depositada. \u00c9 o caso das acusa\u00e7\u00f5es \u00e0s empregadas dom\u00e9sticas, mas tamb\u00e9m aos filhos e aos c\u00f4njuges em refer\u00eancia a seu comportamento mais ou menos adequado ao ambiente de confian\u00e7a familiar. Por exemplo, na express\u00e3o: \u201cQuem tirou minha carteira do lugar?\u201d, em que se sup\u00f5e que algu\u00e9m moveu indevidamente um objeto, sem que haja nenhuma evid\u00eancia que comprove essa autoria, que muitas vezes \u00e9 do pr\u00f3prio acusador, que esqueceu de coloc\u00e1-la no lugar habitual. Finalmente, essa categoria aparece tamb\u00e9m no campo judici\u00e1rio, em pr\u00e1ticas de interrogat\u00f3rio de acusados e nos ritos de julgamento em que os acusados s\u00e3o tratados como se fossem previamente culpados, sem ser informados do conte\u00fado e das fontes que forneceram os elementos de acusa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0A outra categoria anal\u00edtica que mobilizaremos \u00e9 \u201ccisma\u201d. Trata-se de uma categoria poliss\u00eamica, pois ela pode apresentar v\u00e1rios sentidos em diferentes contextos e no pr\u00f3prio dicion\u00e1rio. \u201cO\u201d cisma pode significar uma ruptura ou cis\u00e3o, enquanto \u201ca\u201d cisma adquire outro significado: cismar \u00e9 um ato que consiste em produzir uma avalia\u00e7\u00e3o e julgamento sobre as coisas, as pessoas e os fatos sustentados por uma ideia pr\u00e9via fixa e inarred\u00e1vel, como a m\u00e1xima que tem circulado amplamente em certas redes sociais, de que o Presidente Lula, em que pese nada ter sido provado nem verificado sobre suas condutas em outros mandatos, roubou; um mantra cism\u00e1tico, \u201cLula ladr\u00e3o!!!\u201d \u00a0<\/p>\n<p>\u00a0A cisma difere do ato de desconfiar substantivamente, na medida em que na desconfian\u00e7a as pontes comunicativas viabilizam a interlocu\u00e7\u00e3o e a produ\u00e7\u00e3o de consensos provis\u00f3rios sobre os elementos que fazem parte da intera\u00e7\u00e3o, da rela\u00e7\u00e3o social e da controv\u00e9rsia que se apresenta, podendo desfazer as certezas iniciais. J\u00e1 a cisma produz o cisma comunicativo, rompendo os circuitos do reconhecimento do outro interlocutor. A desconfian\u00e7a (e a confian\u00e7a\/<b>trust<\/b>) tem uma matriz liberal, na qual se presume a exist\u00eancia de indiv\u00edduos capazes de usufru\u00edrem da \u201cl\u00f3gica\u201d, da \u201cracionalidade\u201d e das assertivas v\u00e1lidas para uma audi\u00eancia determinada, no sentido de viabilizar o compartilhamento de argumentos. A cisma, como a inquisitorialidade, tem uma matriz medieval, pr\u00e9-cient\u00edfica, pois s\u00f3 se reconhece aquilo que j\u00e1 se sabe, diluindo o car\u00e1ter cr\u00edtico das intera\u00e7\u00f5es humanas em nome do absolutismo das certezas. \u00a0\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0A cisma se expressa, por exemplo, nos ritos de intera\u00e7\u00e3o que envolvem a \u201ctia\/tio do zap\u201d no churrasco de domingo ou na festa de Natal. Seus argumentos, envoltos em concep\u00e7\u00f5es cism\u00e1ticas, ganham musculatura e posi\u00e7\u00e3o privilegiada na conforma\u00e7\u00e3o de uma verdade acerca de um determinado tema ou quest\u00e3o. N\u00e3o importam os outros argumentos mobilizados, os outros dados fornecidos no percurso do debate, porque ele ou ela estar\u00e3o profundamente enraizados em suas convic\u00e7\u00f5es. O caso mais extremo s\u00e3o os dos \u201cterraplanistas\u201d, que podem facilmente verificar que a terra \u00e9 redonda por diferentes meios, mas \u201ccismam\u201d que ela \u00e9 plana&#8230; \u00a0<\/p>\n<p>\u00a0Da\u00ed a rachadura perpetrada no ambiente de muitas fam\u00edlias brasileiras (mais n\u00e3o apenas) em um mundo em que as informa\u00e7\u00f5es em abund\u00e2ncia produzem uma escassez de conhecimento, impermeabilizando o trabalho de concerta\u00e7\u00e3o e alinhamento das concep\u00e7\u00f5es e vis\u00f5es de mundo. A cisma, igualmente, ganha corpo nas pr\u00e1ticas institucionais judici\u00e1rias e policiais expressas nos rituais de julgamento e nas abordagens policiais eivadas de princ\u00edpios e racionalidades cism\u00e1ticas que se tornaram expl\u00edcitas e not\u00f3rias no epis\u00f3dio patrocinado por membros da Opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato e que repercutiu nas redes sociais como sendo um ato em que o julgamento moral n\u00e3o estava fundado em provas, mas em convic\u00e7\u00f5es: \u201cn\u00e3o tenho provas, mas tem convic\u00e7\u00e3o\u201d. \u00a0<\/p>\n<p>\u00a0Inquisitorialidade e cisma \u201cd\u00e3o pano pra manga\u201d e, esperamos, uma boa conversa entre n\u00f3s e os\/as leitores\/as. Sigamos os passos desse papo. E at\u00e9 uma pr\u00f3xima leitura para nos comunicarmos sem nos \u201ctrumbicarmos\u201d. \u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<br \/>Fabio Reis Mota e Roberto Kant de Lima, respectivamente pesquisador e coordenador do Instituto Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia \u2013 Instituto de Estudos Comparados em Administra\u00e7\u00e3o de Conflitos (<a class=\"vglnk\" href=\"http:\/\/www.ineac.uff.br\/\" rel=\"nofollow\">www.ineac.uff.br<\/a>).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-2054\" src=\"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Captura_de_Tela_20230301_as_212035.png\" width=\"545\" height=\"262\" srcset=\"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Captura_de_Tela_20230301_as_212035.png 545w, http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Captura_de_Tela_20230301_as_212035-300x144.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 545px) 100vw, 545px\" \/><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O site do INCT INEAC disponibiliza aqui o artigo\u00a0&#8220;Entre cren\u00e7as e certezas: o papel da inquisitorialidade e da cisma no campo da comunica\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea&#8221;\u00a0dos antrop\u00f3logos Roberto Kant de Lima (UFF e UVA), coordenador do INCT\/INEAC e F\u00e1bio Reis Motta (UFF), tamb\u00e9m pesquisador vinculado ao INEAC. 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