{"id":409,"date":"2018-01-28T17:27:00","date_gmt":"2018-01-28T17:27:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/?p=409"},"modified":"2018-01-28T17:27:00","modified_gmt":"2018-01-28T17:27:00","slug":"em-sao-goncalo-59-dos-funcionarios-da-enel-ja-foram-ameacados-55-agredidos-e-35-coagidos-mostra-estudo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/?p=409","title":{"rendered":"EM S\u00c3O GON\u00c7ALO, 59% DOS FUNCION\u00c1RIOS DA ENEL J\u00c1 FORAM AMEA\u00c7ADOS, 55% AGREDIDOS E 35% COAGIDOS, MOSTRA ESTUDO"},"content":{"rendered":"<p>O site do INCT InEAC reproduz aqui a mat\u00e9ria publicada no Jornal O Fluminense e que trata de um trabalho realizado por pesquisadores do InEAC e coordenada pela antrop\u00f3loga Ana Paula Mendes de Miranda.<\/p>\n<p>Viol\u00eancia contra o trabalhador<\/p>\n<p>Em s\u00e3o Gon\u00e7alo, 59% dos funcion\u00e1rios da Enel j\u00e1 foram amea\u00e7ados, 55% agredidos e 35% coagidos, mostra estudo<\/p>\n<p>Um levantamento realizado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), atrav\u00e9s do Instituto de Estudos Comparados em Administra\u00e7\u00e3o de Conflitos (Ineac), apontou que 91% dos funcion\u00e1rios da Enel Distribui\u00e7\u00e3o Rio, alocados em S\u00e3o Gon\u00e7alo, se sentem inseguros no trabalho. De acordo com o Mapa de Percep\u00e7\u00e3o de Riscos desenvolvido pelo n\u00facleo de pesquisas, as \u00e1reas que possuem maior \u00edndice de periculosidade s\u00e3o os bairros do Salgueiro, Jardim Catarina, Jockey, Santa Luzia e Venda da Cruz.<\/p>\n<p>Segundo a coordenadora da pesquisa, Ana Paula Miranda, o estudo avaliou as condi\u00e7\u00f5es de trabalho dos colaboradores que atuam nas cidades de S\u00e3o Gon\u00e7alo e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, apontadas pela concession\u00e1ria como os territ\u00f3rios com maior n\u00famero de furtos de energia. Nessas regi\u00f5es, o acesso informal aos servi\u00e7os el\u00e9tricos provocam at\u00e9 50% de perda no faturamento da distribuidora, devido \u00e0 ocorr\u00eancia de gatos e instala\u00e7\u00e3o do mercado irregular de energia administrado por traficantes e milicianos.<\/p>\n<p>A partir desta an\u00e1lise, o estudo reuniu 48 pesquisadores e entrevistou 969 trabalhadores com o objetivo de identificar e mapear as \u00e1reas de risco com base nos dados do relat\u00f3rio de vitimiza\u00e7\u00e3o, desenvolvido no ano passado. A pesquisa revela que em S\u00e3o Gon\u00e7alo, 59% dos funcion\u00e1rios j\u00e1 foram amea\u00e7ados, 55% agredidos e 35% coagidos. O estudo tamb\u00e9m aponta que os problemas mais frequentes na rotina de trabalho dos profissionais est\u00e3o relacionados \u00e0 amea\u00e7a do tr\u00e1fico, tiroteio, amea\u00e7a de morador e miliciano.<\/p>\n<p>\u201cNesta pesquisa de vitimiza\u00e7\u00e3o conclu\u00edmos que os trabalhadores do ramo da rede el\u00e9trica se sentem t\u00e3o inseguros quanto os policiais. Al\u00e9m da exposi\u00e7\u00e3o ao acidente de trabalho, eles est\u00e3o sujeitos a epis\u00f3dios de tiroteio e agress\u00f5es, o que aponta que esses profissionais s\u00e3o triplamente vitimizados\u201d, explicou a coordenadora acrescentando que \u201cmuitas vezes a iniciativa de agress\u00e3o contra o trabalhador parte da popula\u00e7\u00e3o. Em S\u00e3o Gon\u00e7alo, 35% dos profissionais alegaram j\u00e1 ter sofrido viol\u00eancia pelas m\u00e3os dos pr\u00f3prios moradores e 60% revelaram que j\u00e1 foram coagidos a fazer gato\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Poder paralelo \u2013 Ainda conforme o estudo, 80% dos colaboradores alocados em S\u00e3o Gon\u00e7alo disseram que precisam informar aos traficantes sobre a realiza\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o. Entre as situa\u00e7\u00f5es que mais preocupam os profissionais est\u00e3o a incid\u00eancia de confrontos, apontada por 65% dos entrevistados, e a possibilidade de n\u00e3o conseguirem deixar o local, conforme alegaram 45% dos trabalhadores. Nas \u00e1reas de risco da cidade, 70% dos funcion\u00e1rios relataram ter visto traficantes armados, 52% j\u00e1 presenciaram tiroteios, 27% viram milicianos armados, 27% se depararam com cad\u00e1veres nas ruas e 23% viram pessoas baleadas.<\/p>\n<p>O Mapa de Percep\u00e7\u00e3o de Riscos foi encomendado pela Enel, por meio do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento. Em nota a concession\u00e1ria esclarece que prioriza a seguran\u00e7a dos funcion\u00e1rios e, por isso, \u00e9 impossibilitada de atuar em 217 \u00e1reas no Rio de Janeiro, em raz\u00e3o da viol\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O site do INCT InEAC reproduz aqui a mat\u00e9ria publicada no Jornal O Fluminense e que trata de um trabalho realizado por pesquisadores do InEAC e coordenada pela antrop\u00f3loga Ana Paula Mendes de Miranda. 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