{"id":642,"date":"2018-07-26T05:22:29","date_gmt":"2018-07-26T05:22:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/?p=642"},"modified":"2018-07-26T05:22:29","modified_gmt":"2018-07-26T05:22:29","slug":"na-falta-de-inteligencia-mais-violencia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/?p=642","title":{"rendered":"Na falta de intelig\u00eancia, mais viol\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>A revista ISTO \u00c9 publicou, no \u00faltimo dia 20 de julho de 2018, mat\u00e9ria intitulada &#8220;Na falta de intelig\u00eancia, mais viol\u00eancia&#8221; . A reportagem escrita pela jornalista\u00a0Luisa Purchio traz a participa\u00e7\u00e3o do antrop\u00f3logo Roberto Kant de Lima , coordenador do INCT INEAC, confira ! https:\/\/istoe.com.br\/na-falta-de-inteligencia-mais-violencia\/<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h1>Na falta de intelig\u00eancia, mais viol\u00eancia<\/h1>\n<h2>Estudo mostra que o n\u00famero de tiroteios, homic\u00eddios e chacinas cresceu no Rio de Janeiro nos cinco meses de interven\u00e7\u00e3o federal \u2014 e que a presen\u00e7a de soldados nas ruas n\u00e3o se reflete em melhoras na seguran\u00e7a p\u00fablica<\/h2>\n<p>Quando o presidente Michel Temer assinou o decreto que colocou as For\u00e7as Armadas no comando das pol\u00edcias Civil e Militar do Rio de Janeiro, em fevereiro, os especialistas j\u00e1 alertavam que a interven\u00e7\u00e3o teria poucos efeitos sobre a seguran\u00e7a p\u00fablica. Considerava-se que a iniciativa era mais motivada para aumentar a popularidade do presidente do que para restaurar a ordem. Os n\u00fameros que provam essa suspeita come\u00e7am, enfim, a aparecer. Exatos cinco meses depois da interven\u00e7\u00e3o, se algo mudou foi para pior \u2014 e o que se v\u00ea no Rio \u00e9 um cen\u00e1rio de guerra. As not\u00edcias de tiroteios e mortes de bandidos e PMs s\u00e3o praticamente di\u00e1rias, fazendo com que a paz pare\u00e7a cada vez mais distante.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/07\/8-1.png\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-727725 size-news_small_vertical\" src=\"https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/07\/8-1-418x235.png\" sizes=\"auto, (max-width: 418px) 100vw, 418px\" srcset=\"https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/07\/8-1-418x235.png 418w, https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/07\/8-1-102x57.png 102w, https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/07\/8-1-576x324.png 576w, https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/07\/8-1-768x432.png 768w, https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/07\/8-1.png 1024w\" alt=\"\" width=\"418\" height=\"235\" \/><\/a><strong>SEM SA\u00cdDA<\/strong>\u00a0Homens com fuzis na Vila Cruzeiro (acima) e a UPP do Morro do Alem\u00e3o (abaixo): cinco mortos em confronto com policiais (Cr\u00e9dito:Divulga\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p>Um levantamento divulgado esta semana pelo Observat\u00f3rio da Interven\u00e7\u00e3o, grupo da Universidade C\u00e2ndido Mendes, mostra que a viol\u00eancia no Rio aumentou de fevereiro a maio de 2018 em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior. Os tiroteios e disparos cresceram 37%. As chacinas aumentaram 80%, enquanto as mortes em chacinas dispararam: 128%. Enquanto isso, a apreens\u00e3o de fuzis, metralhadoras e submetralhadoras caiu 39%. \u201cNossa impress\u00e3o \u00e9 que muitos recursos t\u00eam sido gastos em opera\u00e7\u00f5es grandiosas que geram resultados inexpressivos\u201d, afirma Silvia Ramos, cientista social e coordenadora do Observat\u00f3rio. \u201cH\u00e1 o risco de o Ex\u00e9rcito ficar desmoralizado. Achamos que eles deveriam investir em intelig\u00eancia, investiga\u00e7\u00e3o e reestrutura\u00e7\u00e3o das for\u00e7as policiais\u201d, diz ela.<\/p>\n<figure class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/07\/6-1.png\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-news_small_vertical wp-image-727723\" src=\"https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/07\/6-1-418x235.png\" sizes=\"auto, (max-width: 418px) 100vw, 418px\" srcset=\"https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/07\/6-1-418x235.png 418w, https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/07\/6-1-102x57.png 102w, https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/07\/6-1-576x324.png 576w, https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/07\/6-1-768x432.png 768w, https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/07\/6-1.png 1024w\" alt=\"\" width=\"418\" height=\"235\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-caption-text\">Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Sem metas nem cronograma<\/strong><\/p>\n<p>Os relatos de viol\u00eancia contra civis e policiais s\u00f3 crescem. Apenas na semana passada, diversos casos foram registrados. Moradores do Morro do Urubu, na Zona Norte do Rio, passaram a noite de segunda-feira 16 e a madrugada da ter\u00e7a em meio a trocas de tiros motivadas por disputas de poder entre fac\u00e7\u00f5es criminosas. Na mesma noite, quatro pessoas foram encontradas mortas em Senador Camar\u00e1, bairro na Zona Oeste do Rio. Na madrugada da quarta-feira 18, na comunidade de Cidade de Deus, um soldado do Ex\u00e9rcito foi baleado enquanto patrulhava com um grupo as imedia\u00e7\u00f5es do local. O final de semana anterior n\u00e3o foi mais pac\u00edfico. No in\u00edcio da manh\u00e3 do domingo 15, cinco homens foram mortos por PMs da Unidade de Pol\u00edcia Pacificadora do Alem\u00e3o, na Serra da Miseric\u00f3rdia, que liga o Complexo do Alem\u00e3o ao Complexo da Penha. No dia seguinte, mais um tiroteio impediu os moradores de sa\u00edrem de suas casas.<a href=\"https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/07\/9-1.png\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-727733\" src=\"https:\/\/cdn-istoe-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/07\/9-1.png\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"786\" \/><\/a><\/p>\n<figure class=\"wp-caption alignright\"><figcaption class=\"wp-caption-text\"><\/figcaption><\/figure>\n<p>Diante da situa\u00e7\u00e3o atual, virou uma miss\u00e3o quase imposs\u00edvel para o interventor Walter Braga Netto transformar o Rio de Janeiro em um lugar menos violento do que encontrou. A interven\u00e7\u00e3o termina no dia 31 de dezembro e tem se revelado um fracasso de planejamento. Braga Netto assumiu o comando das pol\u00edcias de um estado falido por anos de corrup\u00e7\u00e3o e administra\u00e7\u00e3o irrespons\u00e1vel de recursos p\u00fablicos, mas n\u00e3o apresentou metas, um cronograma de a\u00e7\u00e3o e nem sequer uma presta\u00e7\u00e3o de contas. \u201cQual ser\u00e1 o legado da interven\u00e7\u00e3o?\u201d, questiona Antonio Carlos Costa, presidente da ONG Rio de Paz. Para ele, o morador da favela est\u00e1 enterrando seus filhos sem ter nem como conhecer os protocolos de opera\u00e7\u00f5es das For\u00e7as Armadas. \u201cN\u00e3o se sabe se o militar vai entrar na casa dele ou se seu direito de ir e vir estar\u00e1 assegurado\u201d, afirma Costa.<\/p>\n<p>O Ex\u00e9rcito pouco tem feito para combater as raz\u00f5es estruturais da inseguran\u00e7a na cidade. Um dos motivos que permitem o avan\u00e7o da criminalidade \u00e9 o aumento do poder das mil\u00edcias, grupos compostos por ex-policiais e agentes do estado que vendem servi\u00e7os ilegais \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, intimidada a contrat\u00e1-los. A interven\u00e7\u00e3o tem sido incapaz de mudar esse quadro. Pesa tamb\u00e9m a favor do aumento de homic\u00eddios e chacinas a disputa entre fac\u00e7\u00f5es criminosas no estado, cada vez mais sangrenta. Advers\u00e1rio do Comando Vermelho, o PCC, que controla os pres\u00eddios de S\u00e3o Paulo, tem refor\u00e7ado sua presen\u00e7a no Rio de Janeiro, onde tamb\u00e9m pretende dominar o tr\u00e1fico de drogas.<\/p>\n<p>\u201cEssa guerra \u00e9 travada em espa\u00e7os da pobreza, onde quem morre em propor\u00e7\u00f5es absurdas s\u00e3o os pobres e os soldados, o chamado \u2018andar de baixo\u2019 da popula\u00e7\u00e3o e das institui\u00e7\u00f5es\u201d, diz Roberto Kant de Lima, coordenador do Instituto de Estudos Comparados em Administra\u00e7\u00e3o de Conflitos, da Universidade Federal Fluminense. \u201cO que falta \u00e9 intelig\u00eancia. Enquanto s\u00f3 houver viol\u00eancia e repress\u00e3o e pouca investiga\u00e7\u00e3o criminal, mais mortes acontecer\u00e3o, inclusive de pessoas inocentes \u2014 que na guerra representam apenas \u2018danos colaterais\u2019\u201d. Sem intelig\u00eancia, sobram v\u00edtimas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A revista ISTO \u00c9 publicou, no \u00faltimo dia 20 de julho de 2018, mat\u00e9ria intitulada &#8220;Na falta de intelig\u00eancia, mais viol\u00eancia&#8221; . 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