{"id":800,"date":"2019-02-16T19:10:38","date_gmt":"2019-02-16T19:10:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/?p=800"},"modified":"2019-02-16T19:10:38","modified_gmt":"2019-02-16T19:10:38","slug":"policia-necropolitica-e-racismo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/?p=800","title":{"rendered":"Pol\u00edcia, Necropol\u00edtica e Racismo"},"content":{"rendered":"<p>Na pr\u00f3xima segunda-feira, dia 18 de fevereiro, de 2019, a Tapera recebe o lan\u00e7amento do livro \u201cLinhas de Investiga\u00e7\u00e3o: uma etnografia das t\u00e9cnicas e moralidades numa Divis\u00e3o de Homic\u00eddios da Pol\u00edcia Civil do Rio de Janeiro\u201d, de Flavia Medeiros, publicado pela editora Autografia. Uma mesa de debate ocorrer\u00e1 durante o lan\u00e7amento, com Flavia Medeiros, Juliana Borges e Larissa Nadai, mediadas por Ac\u00e1cio Augusto.<\/p>\n<p>Sobre o debate:<br \/>\u201c\u00c9 comum dizerem que todas as pessoas s\u00e3o iguais diante da morte. No Brasil, que acumula n\u00fameros crescentes de mortes violenta, isso n\u00e3o \u00e9 bem assim. A maneira como se organiza e se d\u00e1 sentido \u00e0s mortes violentas \u00e9 sempre desigual e assim\u00e9trica. O corte assassino do racismo de Estado pode receber diversos nomes: \u2018auto de resist\u00eancia\u2019, \u2018homic\u00eddio\u2019, \u2018latroc\u00ednio\u2019, \u2018desaparecimento\u2019. Mas h\u00e1 uma evidente regularidade quanto a quais corpos s\u00e3o mat\u00e1veis, em como se racionaliza o alvo da necropol\u00edtica. Esta mesa, em torno do lan\u00e7amento do livro \u2018Linhas de investiga\u00e7\u00e3o\u2019, de Flavia Medeiros, procura olhar criticamente para essa \u2018tradi\u00e7\u00e3o brasileira\u2019, que hoje se v\u00ea inflada por propostas de aumento da capacidade de matar do Estado. Seja por meio da efetiva\u00e7\u00e3o do \u2018excludente de ilicitude\u2019, seja pelo endurecimento dos processos judiciais que favorecem o j\u00e1 gigantesco processo de superencarceramento no Brasil. Essa produ\u00e7\u00e3o de cad\u00e1veres gira em torno das tr\u00eas palavras que nomeiam a mesa e \u00e9 sobre isso que Flavia Medeiros, Juliana Borges e Larissa Nadai v\u00e3o nos falar. Sem exagero discursivo, s\u00e3o quest\u00f5es urgentes, de vida ou morte.\u201d<\/p>\n<p>Sobre o livro:<br \/>\u201cO objetivo deste livro \u00e9 descrever e compreender como policias civis constroem \u201chomic\u00eddios\u201d ao longo de rela\u00e7\u00f5es que envolvem o fluxo entre pessoas e coisas, em \u201clinhas de investiga\u00e7\u00e3o\u201d. Ao explicitar tra\u00e7os e fios que se encontram, se cruzam e se misturam, compondo e rompendo percursos, Flavia Medeiros descreve como se constitui uma malha pela qual s\u00e3o tra\u00e7adas e tecidas linhas diversas, preenchidas e vazadas pelas t\u00e9cnicas e moralidades dos policiais. Linhas de Investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 uma etnografia que demonstra como os processos de investiga\u00e7\u00e3o de homic\u00eddios est\u00e3o orientados por uma tecnologia de governo sobre as mortes que reproduz um documento p\u00fablico: o \u201cinqu\u00e9rito policial\u201d de um \u201chomic\u00eddio\u201d. Investidos de poderes \u201cde pol\u00edcia\u201d e \u201cda pol\u00edcia\u201d, os agentes policiais exercem seu conhecimento pr\u00e1tico e pol\u00edtico e pelas t\u00e9cnicas e moralidades que comp\u00f5e o saber espec\u00edfico dos policiais, utilizam-se de ferramentas e valores morais para elaborar procedimentos que definem, pelo cart\u00f3rio, a verdade policial sobre mortos e mortes.\u201d<\/p>\n<p>Sobre a autora e debatedores:<\/p>\n<p>A pesquisadora vinculada ao INCT\/\/INEAC, Flavia Medeiros \u00e9 doutora em Antropologia (UFF). Bolsista p\u00f3s-doc no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Antropologia e professora do Departamento de Seguran\u00e7a P\u00fablica do Instituto de Administra\u00e7\u00e3o de Conflitos, ambos da UFF. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa em Antropologia do Direito e das Moralidades (GEPADIM\/NUFEP), vinculada ao N\u00facleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos (NEIP) e \u00e0 Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas (RENFA). Autora dos livros \u201cMatar morto? uma etnografia do Instituto M\u00e9dico Legal do Rio de Janeiro\u201d (EdUFF, 2016) e \u201cLinhas de Investiga\u00e7\u00e3o: uma etnografia das t\u00e9cnicas e moralidades numa Divis\u00e3o de Homic\u00eddios da Pol\u00edcia Civil do Rio de Janeiro\u201d (Autografia, 2018).<\/p>\n<p>Ac\u00e1cio Augusto \u00e9 doutor em Ci\u00eancias Sociais (Pol\u00edtica) pela PUC-SP. Professor no Departamento de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Escola Paulista de Pol\u00edtica, Economia e Neg\u00f3cios (EPPEN\/UNIFESP \u2013 Campus Osasco). Professor colaborador no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Psicologia Institucional da UFES. Pesquisador no Nu-Sol (N\u00facleo de Sociabilidade Libert\u00e1ria) e no grupo de pesquisa \u201cSeguran\u00e7a e Defesa nas Am\u00e9ricas\u201d (UFF). Autor de \u201cPol\u00edtica e pol\u00edcia: cuidados, controles e penaliza\u00e7\u00f5es de jovens\u201d (Lamparina, 2013).<\/p>\n<p>Juliana Borges \u00e9 escritora. Feminista interseccional e abolicionista penal, \u00e9 autora do livro \u201cO que \u00e9 encarceramento em massa?\u201d, da Cole\u00e7\u00e3o Feminismos Plurais. Foi Secret\u00e1ria Adjunta de Pol\u00edticas para as Mulheres e Assessora Especial da Secretaria do Governo Municipal da Prefeitura de S\u00e3o Paulo (2013-2016).<\/p>\n<p>Larissa Nadai \u00e9 doutora em Ci\u00eancias Sociais (UNICAMP), na linha tem\u00e1tica de Estudos de G\u00eanero, mestre em Antropologia Social e graduada em Ci\u00eancias Sociais, com \u00eanfase em Antropologia e Ci\u00eancia Pol\u00edtica. \u00c9 autora da tese \u201cEntre peda\u00e7os, corpos, t\u00e9cnicas e vest\u00edgios: o Instituto M\u00e9dico Legal e suas tramas\u201d defendida em 2018. Tem como principais campos de atua\u00e7\u00e3o e pesquisa: g\u00eanero, sexualidade, pr\u00e1ticas estatais e poder pol\u00edtico, ordenamentos jur\u00eddicos e processos de documenta\u00e7\u00e3o e arquivamento. Atualmente, est\u00e1 em tr\u00e2mite um p\u00f3s-doutoramento junto \u00e0 FAPESP e ao Programa de Antropologia da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/p>\n<p>Entrada gratuita.<\/p>\n<div class=\"column one-third\">\n<aside id=\"text-2\" class=\"widget widget_text\">\n<h4>Localiza\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<div class=\"textwidget\">\n<p>Galeria Metr\u00f3pole<br \/>Av. S\u00e3o Lu\u00eds, 187 &#8211; Centro<br \/>Loja 29, 2\u00ba andar<br \/>S\u00e3o Paulo &#8211; SP<br \/>01046-001<\/p>\n<\/div>\n<\/aside>\n<\/div>\n<div class=\"column one-third\">\n<aside id=\"text-3\" class=\"widget widget_text\">\n<h4>Contato<\/h4>\n<div class=\"textwidget\">\n<p>(11) 3151-3797<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-799\" src=\"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/WhatsApp-Image-2019-02-14-at-16.13.23.jpeg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"928\" srcset=\"http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/WhatsApp-Image-2019-02-14-at-16.13.23.jpeg 1000w, http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/WhatsApp-Image-2019-02-14-at-16.13.23-300x278.jpeg 300w, http:\/\/www.operacoesweb.uff.br\/migrajoomla\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/WhatsApp-Image-2019-02-14-at-16.13.23-768x713.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/p>\n<\/div>\n<\/aside>\n<\/div>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na pr\u00f3xima segunda-feira, dia 18 de fevereiro, de 2019, a Tapera recebe o lan\u00e7amento do livro \u201cLinhas de Investiga\u00e7\u00e3o: uma etnografia das t\u00e9cnicas e moralidades numa Divis\u00e3o de Homic\u00eddios da Pol\u00edcia Civil do Rio de Janeiro\u201d, de Flavia Medeiros, publicado pela editora Autografia. 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